Saúde
Super Centro Brasil de Diagnóstico de Câncer realiza 56,5 mil procedimentos em 2026
O acesso rápido ao diagnóstico é uma etapa fundamental para que o cuidado oncológico comece no tempo adequado. É nesse sentido que o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer permite que o Sistema Único de Saúde (SUS) processe exames e libere laudos com mais agilidade. Em 2026, a iniciativa já realizou 56,5 mil procedimentos em 25 unidades da Federação, com tempo médio nacional de oito dias para liberação dos laudos. A iniciativa combina o processamento nacional de amostras com laboratórios regionais, levando tecnologia e análise especializada para diferentes regiões do país.
Hoje, o SUS conta com Super Centros regionais em Manaus (AM), Teresina (PI) e Diamantina (MG), com estrutura para processamento de amostras e patologia digital. Nesta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Super Centro da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em Manaus. A unidade iniciou a operação assistida em 24 de agosto e já registra mais de 400 exames cadastrados e cerca de 170 lâminas digitalizadas. O tempo médio para liberação dos laudos é de, em média, 10 dias, diante de uma referência anterior superior a 30 dias.
“Para quem está investigando um câncer, cada dia de espera pelo diagnóstico faz diferença. O Super Centro usa tecnologia e o trabalho de especialistas para fazer esse resultado chegar mais rápido ao paciente e permitir que a equipe de saúde defina o tratamento adequado. Em Manaus, um laudo que antes podia levar mais de 30 dias está saindo, em média, em menos de dez dias. É esse ganho de tempo que queremos transformar em cuidado para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Super Centro agiliza o diagnóstico de duas formas. Amostras de pacientes de diferentes regiões do país podem ser enviadas para processamento e análise no A.C. Camargo Câncer Center, instituição parceira do Ministério da Saúde no projeto. Ao mesmo tempo, os Super Centros regionais contam com estrutura para processar biópsias e peças cirúrgicas e digitalizar as lâminas.
Com a patologia digital, as imagens dessas lâminas podem ser analisadas a distância por médicos patologistas, inclusive de outras localidades. Isso facilita o acesso a especialistas, principalmente em regiões com menor disponibilidade desses profissionais. Com o laudo em menos tempo, a equipe de saúde pode confirmar ou caracterizar o câncer, definir a conduta indicada e dar sequência ao tratamento com mais rapidez.
Manaus
O Super Centro de Manaus moderniza o laboratório de anatomia patológica da FCecon e tem capacidade potencial para processar até 2 mil lâminas por semana em plena operação. A estrutura tem como população potencial de referência 4,27 milhões de habitantes.
Quando o paciente recebe indicação de biópsia ou de análise de uma peça retirada em cirurgia, a amostra é encaminhada ao laboratório da FCecon, onde passa pelo processamento e pela produção da lâmina. O material é digitalizado e analisado por um médico patologista, que libera o laudo para a continuidade do cuidado na rede.
A estrutura poderá receber, de forma progressiva, amostras encaminhadas por municípios do interior, usando a patologia digital e a telepatologia para aproximar o diagnóstico especializado de quem vive longe da capital, incluindo populações indígenas e ribeirinhas.
Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul
Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.
O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.
Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.
Sintomas persistentes? Vá até uma UBS
A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica.
Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.
Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.
Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:
- Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
- Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
- Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
- Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
- Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
- Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
Preparação e resposta a eventos climáticos
A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.
A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.
As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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