Policial
Projeção de safra recorde de soja pode esbarrar na falta de crédito para o plantio
O acesso ao crédito poderá ser tão decisivo quanto o clima para o desempenho da safra brasileira de soja 2026/27. A avaliação é do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, em artigo publicado no LinkedIn.
A produção nacional é projetada em cerca de 185,6 milhões de toneladas, mas, segundo os cálculos apresentados por Rezende, o custeio necessário para colocar a soja no campo pode superar R$ 212 bilhões. A conta inclui sementes, fertilizantes, defensivos, combustíveis, mão de obra, manutenção, serviços e tecnologia.
O Plano Safra 2026/27 disponibilizou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões são destinados a custeio e comercialização. Rezende pondera, porém, que esses recursos atendem a todas as atividades agropecuárias e que o volume anunciado não significa dinheiro automaticamente disponível para cada produtor.
“O problema não é apenas quanto dinheiro existe, mas quanto efetivamente chega à ponta. Produtor endividado por safra perdida não planta com estatística de bilhões. Ele precisa de crédito aprovado, de recurso liberado e desse dinheiro no momento correto”, afirma.
Segundo Rezende, muitos agricultores iniciam o novo plantio depois de enfrentar perdas de produtividade, custos elevados, margens reduzidas e dívidas acumuladas. Como a concessão de crédito depende da capacidade de pagamento, das garantias e da análise de risco realizada pelos bancos, parte desses produtores pode encontrar dificuldades para contratar novos financiamentos.
A restrição financeira pode levar à redução da área cultivada, à troca de insumos, ao menor uso de tecnologia e ao adiamento de investimentos. Essas decisões diminuem o desembolso imediato, mas também podem limitar a produtividade e impedir que a projeção de uma nova safra recorde se confirme.
“Uma safra recorde exige uma quantidade igualmente elevada de capital antecipado. O produtor compra, prepara o solo, planta e conduz a lavoura durante meses antes de receber pela produção. Não existe safra recorde sem investimento, e não existe investimento sustentável sem acesso ao crédito”, diz Rezende.
O presidente do Instituto do Agronegócio também chama a atenção para a diferença entre renegociar dívidas antigas e obter financiamento para uma nova temporada. A Medida Provisória 1.376/2026 pode aliviar o fluxo de caixa dos produtores atingidos por perdas, mas não garante a aprovação de novas operações pelos bancos.
“Se o produtor ganha prazo para pagar, mas perde a capacidade de financiar o próximo plantio, apenas transferimos o problema de uma safra para outra. O risco da próxima temporada não está apenas na chuva, na seca, nas pragas ou nas doenças. O risco financeiro também pode impedir que o potencial produtivo se transforme em produção”, avalia.
Para Rezende, o crédito rural deve ser tratado como parte da infraestrutura econômica do país, pois os recursos liberados para a fazenda movimentam fornecedores de insumos, fabricantes de máquinas, cooperativas, prestadores de serviços, transportadoras, armazéns, indústrias e exportadores.
“A projeção mostra que o Brasil tem capacidade técnica e produtiva para alcançar mais um recorde. Mas nenhuma estimativa colhe soja. Quem transforma o número em produção é o agricultor, e essa decisão começa muito antes da colheita. Começa no financiamento”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
Policial
Festeja Sinop: Feira do Empreendedor valoriza talentos e incentiva servidores aposentados ao empreendedorismo no novo ciclo
A Feira que segue atendendo até às 14h, é realizada no Previ Sinop e reúne uma diversidade de produtos confeccionados, produzidos ou comercializados pelos próprios aposentados, entre artesanatos, peças de crochê, roupas, alimentos, bolos, tortas, hortifruti e produtos naturais. O evento oferece à população a oportunidade de conhecer e adquirir os produtos dos participantes.
Mais do que uma oportunidade de comercialização, a feira representa um espaço de convivência, valorização pessoal e incentivo à autonomia dos aposentados. A proposta do Previ Sinop é demonstrar que a aposentadoria não significa o encerramento da vida produtiva, mas pode representar o começo de uma nova etapa, com novas possibilidades e atividades.
O prefeito Roberto Dorner esteve conferindo a ação e destaca que a iniciativa demonstra a sensibilidade da gestão com os servidores que contribuíram durante anos para o serviço público municipal. “É uma gestão positiva da Daniela, que traz nossos servidores aposentados para uma feira tão importante. Queremos que o Previ cresça cada vez mais, principalmente cuidando dos nossos idosos aposentados, porque eles também merecem uma atenção especial”, destacou.
O prefeito também ressaltou outras iniciativas desenvolvidas pelo Previ Sinop voltadas aos aposentados, como a inauguração da Sala Digital, espaço destinado a oferecer aos servidores aposentados oportunidades de aprendizado e acesso a novas ferramentas.
O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a feira cria oportunidades para que os aposentados permaneçam em atividade e compartilhem seus talentos com a comunidade. “É muito importante que nossos aposentados tenham uma atividade econômica e a oportunidade de expor seus produtos, sejam feitos por eles ou de revenda. O Previ está fazendo seu papel, dando oportunidade para que continuem em atividade, seja no artesanato ou nas vendas. Aposentar não é sinal de parar, por isso o nome ‘Aposentei e Não Parei’”, afirmou.
Entre os participantes está Maria de Jesus Borges, servidora aposentada que encontrou no artesanato uma forma de permanecer ativa, conviver com as colegas e compartilhar aquilo que produz. “Representa a convivência entre as colegas aposentadas empreendedoras e confraternizar, expor os nossos produtos que nós fazemos. Aposentamos, mas não paramos. Tem vários produtos artesanais, roupa, guardanapo, muito crochê. Tudo feito com muito carinho e com muito gosto, porque agora a gente tem tempo para pensar e elaborar. É também para mostrar que estamos vivos e que estamos aqui para continuar, de outro jeito, trabalhando. Trabalhar é vida. É bom demais”, relatou.
A superintendente do Previ Sinop, Daniela Sevignani, explica que a feira funciona como uma vitrine anual para mostrar à sociedade a capacidade produtiva dos aposentados e incentivar a continuidade das atividades ao longo de todo o ano. “A feira acontece justamente para demonstrar que o aposentado segue ativo na comunidade, proporcionando momentos de confraternização e demonstrando seus talentos. Temos hortifruti, comestíveis, tortas, bolos e artesanato. A aposentadoria não é um fim, é o início de um novo ciclo, aberto a possibilidades”, explicou.
Segundo Daniela, o Previ Sinop realiza a feira há quatro anos e busca incentivar os aposentados a se posicionarem também como empreendedores. Embora a exposição ocorra anualmente, muitos participantes mantêm suas atividades durante todo o ano e já possuem uma carteira própria de clientes. “É como se fosse um marco anual para demonstrar essa atividade dos aposentados. Eles continuam vendendo seus produtos durante o ano todo e muitos já têm seus clientes. O Previ também incentiva e valoriza esse movimento”, completou.
Para Alide, aposentada que participa de todas as quatro edições da feira, continuar trabalhando depois da aposentadoria é uma forma de manter a rotina, ocupar o tempo e ainda garantir uma renda complementar. “São quatro edições e participei de todas. Aposentei, não parei. Quem é acostumado a trabalhar na ativa não para. É um hobby e, além de tudo, um rendimento a mais que soma com a aposentadoria da gente. Vale a pena empreender? Com certeza. Aposentar e não parar”, afirmou.
A Feira do Empreendedor “Aposentei e Não Parei” reforça, assim, uma das propostas do Previ Sinop de promover ações que contribuam para a qualidade de vida, integração social e valorização dos servidores aposentados, reconhecendo a experiência e os talentos que continuam contribuindo para a comunidade.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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