AGRONEGÓCIO
Pecuária em áreas alagadiças exige cercamento adequado para evitar perdas e garantir produtividade
A pecuária brasileira segue em ritmo de crescimento e expansão territorial, impulsionando a ocupação de novas áreas produtivas — incluindo regiões alagadiças e de alta umidade. Esse avanço, embora estratégico, traz desafios importantes relacionados à infraestrutura, especialmente no que diz respeito ao cercamento das propriedades.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o Brasil alcançou, em 2025, um volume recorde de 12,35 milhões de toneladas de carne bovina, consolidando-se como líder global no setor. A tendência de crescimento deve se manter em 2026, com ampliação das áreas de produção e intensificação da atividade pecuária.
Ambientes úmidos aceleram desgaste de cercas e estruturas
Com a expansão para áreas alagadiças, produtores enfrentam condições mais agressivas para as estruturas rurais. A alta umidade e a presença constante de água favorecem a corrosão de materiais metálicos, reduzindo a vida útil das cercas.
Segundo Danilo Carmo, analista de mercado agro da Belgo Arames, esse cenário impacta diretamente os custos operacionais.
“Ambientes úmidos aceleram o desgaste das cercas, exigindo mais manutenção e aumentando os custos ao produtor”, explica.
Problemas estruturais afetam bem-estar e desempenho do rebanho
Os impactos vão além da durabilidade dos materiais. Cercas deterioradas elevam o risco de fuga de animais, acidentes, mistura de lotes e aumento do estresse no rebanho — fatores que comprometem o bem-estar animal e reduzem a eficiência produtiva.
Esse conjunto de problemas pode gerar prejuízos diretos ao pecuarista, tanto na produtividade quanto na gestão da propriedade.
Uso de materiais resistentes é decisivo em áreas alagadas
Diante desse cenário, especialistas recomendam a adoção de soluções específicas para ambientes agressivos, com foco em resistência à corrosão e maior durabilidade.
Arames galvanizados com revestimentos especiais se destacam por oferecer proteção superior contra ferrugem, sendo indicados para regiões úmidas e litorâneas.
Um exemplo é o Motto®, desenvolvido com tripla camada de zinco, que garante maior resistência e vida útil mesmo em condições adversas.
Escolha do cercamento impacta diretamente a rentabilidade
A definição do tipo de cercamento deve ser encarada como uma decisão estratégica dentro da pecuária moderna. Investir em materiais adequados reduz custos de manutenção, aumenta a segurança do rebanho e contribui para a estabilidade da produção.
Em um cenário de expansão da atividade, especialmente em novas fronteiras agrícolas, a eficiência da infraestrutura torna-se um fator determinante para sustentar o crescimento com rentabilidade e segurança.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova patente revoluciona análise de solos coesos e pode reduzir custos no agronegócio brasileiro
Uma nova tecnologia brasileira promete transformar a forma como os solos coesos são analisados no país. Desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, o método inovador acaba de receber patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e se destaca por reduzir custos, tempo de análise e impactos ambientais.
A solução combina espectroscopia de reflectância — técnica baseada na interação da luz com o solo — com ciclos controlados de umedecimento e secagem, simulando condições naturais e oferecendo diagnósticos mais precisos sobre a estrutura e o comportamento químico desses solos.
Tecnologia amplia precisão e reduz dependência de análises químicas
Tradicionalmente, análises espectrais de solo são realizadas com amostras secas e peneiradas, o que limita a compreensão da dinâmica natural do solo. O novo método propõe uma abordagem mais realista ao incluir ciclos de umidade, permitindo observar como as partículas se organizam e interagem em condições próximas às encontradas no campo.
Com isso, os pesquisadores conseguem identificar com maior precisão componentes como argilas e substâncias amorfas, diretamente ligados ao caráter coeso do solo.
Outro diferencial relevante é a substituição parcial de análises químicas convencionais, que são mais caras, demoradas e geram resíduos laboratoriais. Ao utilizar a luz como principal insumo, a tecnologia torna o processo mais ágil, econômico e ambientalmente sustentável.
Inovação abre caminho para aplicações no campo e na indústria
Inicialmente voltado à comunidade científica, o método tem potencial para avançar rapidamente em aplicações práticas no agronegócio. A tecnologia pode ser utilizada tanto em laboratório quanto em condições de campo, viabilizando análises mais rápidas e acessíveis para produtores rurais.
Além disso, a inovação abre espaço para o desenvolvimento e validação de insumos agrícolas, como:
- Condicionadores de solo
- Biochar
- Hidrogéis
Esses produtos, utilizados para melhorar a estrutura e a retenção de água no solo, poderão ser testados com maior eficiência, reduzindo o tempo de desenvolvimento e aumentando a assertividade das soluções.
Impacto direto na produtividade e sustentabilidade agrícola
Os solos coesos representam um desafio significativo para a agricultura brasileira. Caracterizados por camadas endurecidas abaixo da superfície, esses solos dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.
Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros — faixa que se estende do Amapá ao Rio de Janeiro e possui forte relevância logística e agrícola.
A dificuldade de manejo desses solos impacta diretamente a produtividade das culturas e processos ambientais essenciais, como a ciclagem de nutrientes e o sequestro de carbono.
Parceria entre ciência e pesquisa impulsiona inovação no agro
A patente é resultado da colaboração entre a UFC e a Embrapa Meio Ambiente, reunindo conhecimento acadêmico e expertise aplicada ao agronegócio. O projeto foi liderado pela pesquisadora Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.
A iniciativa reforça o papel da integração entre universidades e instituições de pesquisa na geração de soluções inovadoras para o campo.
Solução estratégica para o futuro do agro brasileiro
A nova metodologia representa um avanço estratégico para o manejo de solos no Brasil, com potencial para transformar práticas agrícolas e ampliar a eficiência produtiva.
Ao permitir diagnósticos mais rápidos, baratos e sustentáveis, a tecnologia contribui para uma agricultura mais moderna, baseada em dados e alinhada às demandas ambientais e econômicas do setor.
Resumo da inovação
- Método patenteado pela UFC e Embrapa Meio Ambiente
- Uso de espectroscopia de reflectância com ciclos de umidade
- Redução de custos e tempo de análise
- Menor impacto ambiental
- Aplicação potencial em campo e laboratório
- Impacto direto no manejo de solos coesos
A inovação posiciona o Brasil na vanguarda da pesquisa em solos e reforça a importância da ciência como aliada da produtividade e sustentabilidade no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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