Policial
Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
Policial
Festeja Sinop: Feira do Empreendedor valoriza talentos e incentiva servidores aposentados ao empreendedorismo no novo ciclo
A Feira que segue atendendo até às 14h, é realizada no Previ Sinop e reúne uma diversidade de produtos confeccionados, produzidos ou comercializados pelos próprios aposentados, entre artesanatos, peças de crochê, roupas, alimentos, bolos, tortas, hortifruti e produtos naturais. O evento oferece à população a oportunidade de conhecer e adquirir os produtos dos participantes.
Mais do que uma oportunidade de comercialização, a feira representa um espaço de convivência, valorização pessoal e incentivo à autonomia dos aposentados. A proposta do Previ Sinop é demonstrar que a aposentadoria não significa o encerramento da vida produtiva, mas pode representar o começo de uma nova etapa, com novas possibilidades e atividades.
O prefeito Roberto Dorner esteve conferindo a ação e destaca que a iniciativa demonstra a sensibilidade da gestão com os servidores que contribuíram durante anos para o serviço público municipal. “É uma gestão positiva da Daniela, que traz nossos servidores aposentados para uma feira tão importante. Queremos que o Previ cresça cada vez mais, principalmente cuidando dos nossos idosos aposentados, porque eles também merecem uma atenção especial”, destacou.
O prefeito também ressaltou outras iniciativas desenvolvidas pelo Previ Sinop voltadas aos aposentados, como a inauguração da Sala Digital, espaço destinado a oferecer aos servidores aposentados oportunidades de aprendizado e acesso a novas ferramentas.
O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a feira cria oportunidades para que os aposentados permaneçam em atividade e compartilhem seus talentos com a comunidade. “É muito importante que nossos aposentados tenham uma atividade econômica e a oportunidade de expor seus produtos, sejam feitos por eles ou de revenda. O Previ está fazendo seu papel, dando oportunidade para que continuem em atividade, seja no artesanato ou nas vendas. Aposentar não é sinal de parar, por isso o nome ‘Aposentei e Não Parei’”, afirmou.
Entre os participantes está Maria de Jesus Borges, servidora aposentada que encontrou no artesanato uma forma de permanecer ativa, conviver com as colegas e compartilhar aquilo que produz. “Representa a convivência entre as colegas aposentadas empreendedoras e confraternizar, expor os nossos produtos que nós fazemos. Aposentamos, mas não paramos. Tem vários produtos artesanais, roupa, guardanapo, muito crochê. Tudo feito com muito carinho e com muito gosto, porque agora a gente tem tempo para pensar e elaborar. É também para mostrar que estamos vivos e que estamos aqui para continuar, de outro jeito, trabalhando. Trabalhar é vida. É bom demais”, relatou.
A superintendente do Previ Sinop, Daniela Sevignani, explica que a feira funciona como uma vitrine anual para mostrar à sociedade a capacidade produtiva dos aposentados e incentivar a continuidade das atividades ao longo de todo o ano. “A feira acontece justamente para demonstrar que o aposentado segue ativo na comunidade, proporcionando momentos de confraternização e demonstrando seus talentos. Temos hortifruti, comestíveis, tortas, bolos e artesanato. A aposentadoria não é um fim, é o início de um novo ciclo, aberto a possibilidades”, explicou.
Segundo Daniela, o Previ Sinop realiza a feira há quatro anos e busca incentivar os aposentados a se posicionarem também como empreendedores. Embora a exposição ocorra anualmente, muitos participantes mantêm suas atividades durante todo o ano e já possuem uma carteira própria de clientes. “É como se fosse um marco anual para demonstrar essa atividade dos aposentados. Eles continuam vendendo seus produtos durante o ano todo e muitos já têm seus clientes. O Previ também incentiva e valoriza esse movimento”, completou.
Para Alide, aposentada que participa de todas as quatro edições da feira, continuar trabalhando depois da aposentadoria é uma forma de manter a rotina, ocupar o tempo e ainda garantir uma renda complementar. “São quatro edições e participei de todas. Aposentei, não parei. Quem é acostumado a trabalhar na ativa não para. É um hobby e, além de tudo, um rendimento a mais que soma com a aposentadoria da gente. Vale a pena empreender? Com certeza. Aposentar e não parar”, afirmou.
A Feira do Empreendedor “Aposentei e Não Parei” reforça, assim, uma das propostas do Previ Sinop de promover ações que contribuam para a qualidade de vida, integração social e valorização dos servidores aposentados, reconhecendo a experiência e os talentos que continuam contribuindo para a comunidade.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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