ECONOMIA
MDIC promove Encontro de Reguladores 2026
“O fortalecimento da agenda regulatória é essencial para aumentar a competitividade do país, estimular investimentos e promover um ambiente de negócios mais moderno, transparente e eficiente”, afirmou o secretário de Competitividade e Política Regulatória (SCPR/MDIC), Pedro Ivo, nesta terça-feira (9/6), durante a cerimônia de abertura do Encontro de Reguladores 2026.
Realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação (PRO-REG) e da Estratégia Nacional de Melhoria Regulatória, o evento é voltado à promoção do diálogo, da cooperação institucional e do aprimoramento das práticas regulatórias no Brasil.
Na ocasião, o MDIC e o Ipea lançaram duas obras voltadas à análise dos impactos da regulação no desenvolvimento econômico e no ambiente de negócios brasileiro. As publicações são Ambiente de Negócios, regulação e produtividade no Brasil, organizada por Fernanda de Negri, Mauro Santos Silva, Pedro Miranda e Luiz Ricardo Cavalcante, e O Estado Regulador Brasileiro, organizada por Bruno Queiroz Cunha.
Além do secretário do MDIC, participaram da mesa de abertura o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio; o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto; o vice-embaixador do Reino Unido no Brasil, Tony Kay; e a diretora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Luzenir Cordeiro.
Boas práticas regulatórias
Com a entrega do Selo Ouro, o MDIC reconheceu nove instituições que se destacaram pela adoção de boas práticas regulatórias e pelo fortalecimento da governança institucional.
Foram reconhecidas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Representatividade feminina
A valorização da liderança feminina e o fortalecimento da representatividade das mulheres nos espaços regulatórios também estiveram entre os temas abordados durante o encontro.
Na mesa “Prêmio Representatividade Feminina na Regulação”, a secretária-executiva adjunta do MDIC, Aline Damasceno, e a diretora do Instituto Mulheres na Regulação, Michelle Holperin, entregaram o Selo de Personalidade Feminina a representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Para Aline Damasceno, a participação das mulheres nos ambientes de decisão fortalece a legitimidade das instituições e amplia a confiança da sociedade nos processos regulatórios. “Construir espaços mais diversos significa também desenvolver políticas públicas mais representativas, eficazes e alinhadas às necessidades da população”, afirmou.
Encontro de Reguladores
Até esta quarta-feira (10/6), o encontro também abordará temas estratégicos para o futuro da regulação no país, entre eles o uso da inteligência artificial em processos de melhoria regulatória, os benefícios de uma agenda permanente de aperfeiçoamento regulatório e os impactos do acordo Mercosul-União Europeia para o ambiente regulatório brasileiro.
Com programação ampla, o evento reúne representantes do governo federal, agências reguladoras, organismos internacionais, especialistas, pesquisadores e profissionais do setor para discutir os desafios, tendências e perspectivas da agenda regulatória brasileira.
Acesse a galeria de fotos do Encontro.
Baixe o livro Ambiente de Negócios, Regulação e Produtividade no Brasil.
Baixe o livro O Estado Regulador Brasileiro.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC fortalece o Selo Verde Brasil com nova norma para chapas laminadas de alumínio
Mais uma norma técnica foi publicada no âmbito do Programa Selo Verde Brasil, coordenado pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SEV/MDIC). A ABNT NBR 17298:2026 estabelece requisitos e critérios ambientais, sociais, econômicos e de governança aplicáveis às chapas laminadas de alumínio e suas ligas que busquem classificação, certificação ou reconhecimento como produtos sustentáveis.
A nova norma setorial foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 3 de junho. Ela foi elaborada pela Comissão de Estudo de Produtos Laminados (CE-035:000.004), vinculada ao Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035). O grupo de trabalho foi composto por representantes do setor produtivo, da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), da ABNT e do MDIC.
Os requisitos gerais previstos na ABNT NBR 17298:2026 destinam-se à classificação e à certificação voluntária da sustentabilidade de chapas laminadas de alumínio e suas ligas. Esses requisitos deverão ser observados pelas organizações que pretendem obter o Selo Verde Brasil.
Para isso, as organizações deverão incorporar os requisitos da norma aos seus processos produtivos, sistemas de gestão e práticas operacionais, assegurando a integração das dimensões ambiental, social, econômica e de governança ao longo de todo o ciclo de vida do produto.
A ABNT NBR 17298:2026 é a quarta norma publicada neste ano e passa a integrar o conjunto de normas desenvolvidas no âmbito do Programa Selo Verde Brasil. Desde janeiro, já foram publicadas a norma geral e outras duas normas setoriais que servirão de referência para a certificação da sustentabilidade de produtos e serviços.
Em breve, o Programa iniciará uma fase de capacitação voltada às empresas interessadas em atender aos requisitos de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade técnica. A consultoria, viabilizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e estruturada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), prevê uma jornada de 208 horas baseada na metodologia Hands-On, que prioriza o aprendizado prático e o desenvolvimento de capacidades permanentes nas empresas participantes.
Selo Verde
O Programa Selo Verde Brasil tem como objetivo desenvolver uma estratégia nacional de certificação voluntária de produtos e serviços com base em critérios ambientais, sociais, econômicos e de governança (ESG), promovendo o desenvolvimento sustentável.
A iniciativa está alinhada à Infraestrutura da Qualidade e busca contribuir para a redução dos impactos negativos e a ampliação dos impactos positivos da atividade produtiva sobre a sustentabilidade da indústria nacional.
O Selo Verde Brasil pretende conferir diferencial competitivo aos produtos e serviços brasileiros, facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais estratégicos, agregar valor à produção nacional e potencializar políticas públicas federais, estaduais e municipais voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Confira, na íntegra, a norma.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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