Lucas do Rio Verde
Lucas do Rio Verde atrai novos investimentos e fortalece posição como polo agroindustrial e logístico
Localizado no médio-norte mato-grossense, Lucas do Rio Verde avança na consolidação de sua posição como um dos principais polos agroindustriais de Mato Grosso. O forte potencial do município para o agronegócio, somado às perspectivas de ampliação da infraestrutura logística, com a futura construção do contorno rodoviário e a chegada das ferrovias, tem impulsionado a atração de novos investimentos de empresas e indústrias brasileiras. Esse cenário fortalece a economia local e amplia as oportunidades de crescimento e desenvolvimento para toda a região.
Para o prefeito Miguel Vaz, o município se destaca principalmente pela sua localização estratégica.
“Num raio de 200 quilômetros do nosso município, temos mais de 40% da produção de soja e quase 50% da produção de milho. E, com a nossa visão de futuro, que envolve a construção do contorno rodoviário, já aprovado pela ANTT, e a chegada da ferrovia, as empresas estão acreditando cada vez mais nesse grande polo agroindustrial e logístico que será Lucas do Rio Verde nos próximos anos”, afirmou.
Todo esse potencial chamou a atenção da Setta Combustíveis, empresa nordestina que está em expansão no setor de distribuição de combustíveis. A companhia está construindo o primeiro terminal de combustíveis do município, no loteamento Industrial VI. Segundo o diretor executivo, Felipe Uchôa, o início das operações está previsto para junho de 2027, com uma movimentação estimada entre 50 milhões e 70 milhões de litros de combustíveis líquidos por mês, incluindo óleo diesel, gasolina e etanol.
“Hoje, Mato Grosso é um dos maiores estados consumidores de diesel do país, além de concentrar diversas usinas de etanol, tanto de milho quanto de cana-de-açúcar, e de biodiesel. A logística também é muito importante para o nosso negócio. Então, ter um braço da Setta aqui representa um ganho operacional, reduz os custos com o transporte dos produtos e nos coloca em uma região de grande consumo. A ideia não é atender somente o município de Lucas, mas toda a macrorregião. Vamos atender postos de combustíveis, fazendas e empresas do setor de Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR)”, explicou.
A chegada da filial da Setta contribuirá para o desenvolvimento de Lucas do Rio Verde e para a geração de empregos, além de impulsionar a economia local, especialmente nos setores de hotelaria, alimentação e varejo. Ainda de acordo com Felipe Uchôa, a operação do terminal deverá gerar um fluxo mensal de cerca de 2 mil caminhões-tanque, movimentando a cadeia de serviços do município.
“Estamos sempre olhando para a geração de empregos e de oportunidades para a população. A instalação desta filial, com certeza, irá gerar riquezas para o município. E isso é muito importante, porque precisamos não apenas crescer, mas também nos desenvolver. Quando o município arrecada mais, pode investir mais em qualidade de vida, saúde, educação, infraestrutura e assim por diante. Então, essa é uma empresa que entra na nossa engrenagem econômica, vindo a somar com a nossa economia e a promover qualidade de vida na nossa cidade”, destacou o prefeito Miguel Vaz.
Mais do que um novo empreendimento, a chegada da Setta representa a confiança do setor produtivo no potencial de Lucas do Rio Verde. Em um município que cresce aliado ao agronegócio, à industrialização e à expansão da infraestrutura logística, investimentos como esse ajudam a construir um cenário de novas oportunidades e reforçam a vocação de Lucas para se tornar, cada vez mais, um dos grandes polos de desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil.
Lucas do Rio Verde
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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