Policial
Embargo às carnes abre crise comercial e Brasil ameaça retaliar a UE
A suspensão das compras europeias de produtos brasileiros de origem animal deixou de ser apenas uma divergência sanitária e abriu uma crise comercial entre o Brasil e a União Europeia. O governo brasileiro anunciou que poderá adotar medidas de reciprocidade caso o bloco não reveja o bloqueio, enquanto a Comissão Europeia sustenta que as regras são conhecidas, proporcionais e aplicadas igualmente aos produtores dos 27 países.
A restrição começou a valer na quinta-feira (3) e alcança carnes bovina, suína e de frango, além de ovos, mel, pescados e animais vivos destinados à produção de alimentos. O Brasil foi retirado da lista de fornecedores considerados em conformidade com as exigências europeias para o controle de antimicrobianos.
Não houve identificação de contaminação ou irregularidade generalizada nos produtos exportados. O impasse está na capacidade de o Brasil comprovar, por meio de fiscalização, registros e rastreabilidade, que substâncias proibidas pela legislação europeia não foram utilizadas durante a criação dos animais.
Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura manifestaram “profunda preocupação” com a medida. O governo afirma que adotou as providências necessárias, apresentou garantias às autoridades europeias e recebeu missões de auditoria para demonstrar a adequação das cadeias produtivas.
A União Europeia respondeu que as exportações serão normalizadas quando o Brasil comprovar integralmente o cumprimento das exigências. O porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill, disse que o bloco continuará trabalhando com as autoridades brasileiras para viabilizar a retomada.
A resposta europeia, porém, também transferiu ao Brasil a responsabilidade pelo impasse. Segundo Gill, as novas regras foram anunciadas em 2018, são seguidas pelos produtores europeus desde 2022 e foram comunicadas com antecedência aos países interessados em vender ao mercado comum.
Bruxelas rejeita a acusação de tratamento discriminatório. O argumento europeu é que qualquer produtor, independentemente do país de origem, precisa comprovar que não utiliza antimicrobianos proibidos como promotores de crescimento nem substâncias reservadas ao tratamento de seres humanos.
O Brasil contesta essa interpretação e avalia que as garantias apresentadas deveriam ser suficientes para evitar a interrupção do comércio. O governo também destaca que aceitou auditorias europeias nas cadeias de aves e mel e criou novos procedimentos para controlar e rastrear o uso de medicamentos veterinários.
Caso a negociação técnica fracasse, o governo poderá acionar a Lei de Reciprocidade Econômica. A legislação autoriza o Brasil a responder a medidas unilaterais adotadas por países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade brasileira ou anulem benefícios previstos em acordos comerciais.
As contramedidas podem incluir aumento de tarifas sobre produtos europeus, restrições à importação de bens e serviços e suspensão de concessões comerciais. Em casos excepcionais, a lei também permite respostas provisórias enquanto o processo de análise estiver em andamento.
Isso não significa que a retaliação possa ser aplicada automaticamente. A legislação prevê consultas diplomáticas, participação dos setores afetados e avaliação dos impactos econômicos. As medidas devem ser proporcionais ao prejuízo causado e buscar reduzir os custos para empresas e consumidores brasileiros.
Também não seria recomendável responder a uma exigência sanitária com a proibição de produtos europeus sem justificativa técnica. Uma restrição desse tipo poderia ser questionada na Organização Mundial do Comércio. A resposta brasileira tende, portanto, a ocorrer no campo tarifário ou em outras concessões comerciais, caso o governo decida avançar.
A escolha dos produtos atingidos exigiria cautela. Tarifas sobre vinhos, queijos, azeites ou outros alimentos europeus teriam efeito mais concentrado sobre importadores e consumidores. Já medidas contra máquinas, medicamentos, produtos químicos ou insumos poderiam elevar custos para a indústria e para o próprio agronegócio brasileiro.
Por isso, a ameaça de reciprocidade funciona inicialmente como instrumento de pressão. Antes de retaliar, o governo tentará demonstrar que o custo político e comercial da suspensão pode ser maior do que o de uma solução negociada.
A principal pressão está sobre o Acordo Mercosul–União Europeia. Carnes e outros produtos afetados pelo bloqueio fazem parte das cotas e reduções tarifárias negociadas entre os dois blocos. Sem autorização sanitária, o Brasil pode ter uma preferência comercial no papel, mas continuar impedido de utilizar esse acesso.
Para o governo brasileiro, a exclusão desses produtos reduz parte dos ganhos esperados pelo país e altera o equilíbrio das concessões que permitiu a conclusão das negociações. Na prática, o Brasil abriu setores de seu mercado contando com maior acesso do agro à Europa.
A Comissão Europeia procura separar os dois assuntos. Olof Gill afirmou que o acordo continua sendo extremamente importante para europeus e sul-americanos, mas sustentou que as negociações comerciais não afastam o cumprimento das regras de segurança alimentar.
O impasse evidencia um dos principais desafios para o agro nos próximos anos. A abertura de cotas e a redução de tarifas não garantem a entrada de um produto quando o comprador exige protocolos de produção, rastreabilidade e fiscalização que o país exportador não consegue comprovar dentro do prazo.
Na carne bovina, a adequação é mais complexa porque o controle pode precisar acompanhar o animal durante toda a vida. Um bovino que entre agora em um novo protocolo levará de dois a três anos para chegar ao abate. No frango, cujo ciclo produtivo gira em torno de 45 dias, a regularização pode ocorrer mais rapidamente se a União Europeia aceitar os controles brasileiros.
O mercado europeu não é o maior comprador das carnes brasileiras em volume, mas paga mais por cortes de maior valor agregado. O redirecionamento para outros destinos é possível, porém não é automático: cada mercado procura produtos, cortes, embalagens e padrões diferentes.
Uma retaliação também não recuperaria imediatamente esse valor. Ela poderia compensar politicamente a pressão europeia ou criar poder de negociação, mas não substituiria os compradores perdidos nem resolveria a necessidade de rastreabilidade.
A saída economicamente menos custosa continua sendo o reconhecimento europeu dos protocolos adotados pelo Brasil. Para isso, o governo precisará transformar as medidas anunciadas em controles verificáveis nas fábricas de ração, propriedades, frigoríficos e empresas exportadoras.
Se as auditorias confirmarem a adequação, o Brasil poderá pedir a reinclusão das cadeias de forma gradual ou por produto. Caso a União Europeia mantenha o bloqueio mesmo diante das novas garantias, o argumento brasileiro de que existe uma barreira comercial disfarçada de exigência sanitária ganhará força.
Até lá, a ameaça de reciprocidade amplia a temperatura da negociação. O Brasil tenta mostrar que não aceitará perder parte das vantagens obtidas no acordo com o Mercosul. A União Europeia, por sua vez, indica que não flexibilizará suas regras apenas para preservar o relacionamento comercial. O resultado dependerá menos dos discursos e mais da capacidade de comprovar, tecnicamente, o que acontece dentro das cadeias brasileiras.
Fonte: Pensar Agro
Policial
Festeja Sinop: Torneios de Vôlei de Praia e Futevôlei marcam segunda dia do Festival de Praia
As competições integram os Jogos Olímpicos, que fazem parte da programação oficial do Festeja Sinop 2026 que celebra os 52 anos de fundação da cidade. O evento é promovido pela Prefeitura de Sinop com intuito de ampliar a diversidade de atividades oferecidas durante o Festival de Praia e valoriza modalidades que vêm ganhando cada vez mais espaço entre os praticantes do município e da região.
Ao todo, as disputas reuniram aproximadamente 150 duplas nas modalidades de vôlei de praia e futevôlei, envolvendo mais de 300 participantes. Para o diretor de Esporte, Rudy Roger, a realização das competições diretamente na praia representa uma evolução na programação esportiva do Festeja.
“A gente fazia essas competições na cidade e, conversando com a organização do Festeja, pensamos: vamos trazer o esporte de praia para onde? Para a praia. Trouxemos o vôlei de praia, o futevôlei e, nesta segunda-feira, teremos o beach tennis. Foi muito importante e tivemos mais de 300 participantes”, destacou.
Segundo o diretor, a estrutura preparada para receber os atletas foi planejada para oferecer condições adequadas de competição. Ele também ressaltou que a experiência desta edição estabelece um novo patamar para os próximos anos. “Foi uma determinação do prefeito e conseguimos entregar algo muito legal para os atletas. A estrutura que montamos aqui é de nível nacional, porque eles merecem. Para o ano que vem queremos melhorar ainda mais, ampliar e incluir outras modalidades, porque Sinop merece tudo isso e muito mais”, afirmou.
Atletas aprovam novidade
A novidade também foi bem recebida pelos participantes. Campeã feminina do vôlei de praia ao lado de Sarah Roldo, Carla Maiele destacou a experiência de disputar uma competição da modalidade em um ambiente de praia. “É a primeira vez que participamos juntas do Festival. Achei muito legal trazer para a Praia do Cortado, porque o vôlei de praia na praia é muito mais legal. Ficamos impressionadas com a quantidade de atletas participando, tanto no feminino quanto no masculino”, afirmou.
A parceira de dupla, Sarah Roldo, também elogiou a iniciativa e a estrutura preparada para a competição. “Eu nunca participei de um evento em que o Vôlei de Praia fosse realmente numa praia e, foi muito legal mesmo. Sem falar da organização e da estrutura que trouxeram, muito linda e organizada. A quantidade de pessoas e de atletas fez um diferencial. O incentivo da Prefeitura e de todos com o esporte é fundamental”, destacou.
No masculino, a dupla formada por Kaká e Marlon ficou com o título. Para Marlon, a realização de competições é fundamental para estimular a formação de novos atletas. “Para fazer essa galera evoluir tem que ter competição, tem que ter evento. Quero parabenizar toda a organização. A estrutura foi muito bem montada e a areia da quadra é muito boa. Tomara que nos próximos anos seja aqui também”, ressaltou.
Kaká, que pratica vôlei de praia há mais de duas décadas, também destacou a importância da iniciativa para a renovação da modalidade. “A Prefeitura faz parte dessa renovação. Tem que ter mais eventos para incentivar a molecada. É importante que novos atletas participem e tenham oportunidade de competir”, afirmou.
Futevôlei também movimentou as quadras
O futevôlei também levou atletas para as quadras montadas na Praia do Cortado. No masculino, Betinho e Augusto conquistaram o primeiro lugar, enquanto Iza e Fernando Babão ficaram em segundo e Nathan e Gabriel, em terceiro.
Para Luiz Augusto, o Guto, campeão ao lado de Betinho, o evento teve como diferencial justamente a possibilidade de competir e, ao mesmo tempo, aproveitar as atrações do Festival de Praia. “O evento foi muito bom. Termina o jogo e já tem a praia para aproveitar, com várias atrações. Isso é a diversão da Praia do Cortado. Agradeço muito à Prefeitura de Sinop por proporcionar esse momento”, afirmou.
No feminino, o título ficou com Nathalia e Amanda, seguidas por Iza e Tati, em segundo, e Roberta e Yasmin, em terceiro.
Os campeões de cada categoria receberam R$ 1 mil e medalha, enquanto os segundos colocados receberam R$ 500 e medalha. Os terceiros colocados foram premiados com medalhas.
Festival reúne esporte, lazer e natureza
Além das competições esportivas, o Festival de Praia oferece uma programação diversificada para toda a família, com atividades recreativas, atrações na água e espaço para convivência na Praia do Cortado.
Para Rudy Roger, a proposta é justamente transformar o local em um espaço de encontro entre esporte, lazer e família. A programação segue nesta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil, com a estreia do beach tennis dentro do Festival.
“A população pode vir com a família e prestigiar uma modalidade que está crescendo em Sinop. O beach tennis está consolidado na cidade, no Mato Grosso e no Brasil, mas é a primeira vez que estará no Festival de Praia. Temos também várias outras atrações e transporte público gratuito para a comunidade”, convidou.
A programação do Festeja Sinop 52 anos continua ao longo dos próximos dias com atividades esportivas, culturais e de lazer. A iniciativa reúne diferentes públicos e reforça a proposta de oferecer uma programação diversificada para celebrar o aniversário de Sinop.
Festeja Sinop
O Festeja Sinop 2026 é realizado pela Prefeitura de Sinop, com apoio da Câmara Municipal de Sinop e patrocínio do Grupo Sinop, Shopping Sinop, Sicoob Norte MT e Keeta, em celebração aos 52 anos de fundação do município.
Confira as próximas agendas do Festeja Sinop 2026:
7 de setembro (segunda-feira – feriado nacional)
7h15 – Ciclo Festeja – Estrada Nanci até a Praia do Cortado.
9h – Festival de Praia – shows regionais – Praia do Cortado.
17h30 – Desfile Cívico e Festivo – Avenida Dom Henrique Froehlich.
19h – Marcha para Jesus – Praça da Bíblia até o Estádio Municipal Massami Uriú (Gigante do Norte).
20h30 – Show Gospel com Maria Marçal – Estádio Municipal Massami Uriú (Gigante do Norte).
12 de setembro (sábado)
8h – Festival de Praia – Praia do Cortado.
13h – Show nacional com Júnior Marra – Praia do Cortado.
15h – Show nacional com Nilson Neto – Praia do Cortado.
13 de setembro (domingo)
8h – Festival de Praia – Praia do Cortado.
14h – Show nacional com Xanddy Harmonia – Praia do Cortado.
21h – Baile da Cidade com a Banda Acqua – DMD Centro de Eventos.
14 de setembro (segunda-feira – feriado municipal)
18h – Gravação de DVD de Wesley & Conrado com Jefferson Moraes, Pedro Paulo & Alex, Zezé Di Camargo, Hugo & Guilherme, Ícaro & Gilmar, Traia Véia e outros artistas nacionais – Estádio Municipal Massami Uriú (Gigante do Norte).
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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