AGRONEGÓCIO
Dólar oscila próximo da estabilidade e mercado de combustíveis reage a câmbio, juros e defasagem do diesel no Brasil
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (6) em leve queda e, ao longo da manhã, passou a oscilar próximo da estabilidade frente ao real, em meio à expectativa do mercado pelo leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso (US$ 500 milhões) realizado pelo Banco Central. O movimento ocorre em um ambiente de menor aversão ao risco no exterior e ajustes técnicos no mercado financeiro brasileiro.
No mesmo contexto, o setor de combustíveis segue atento à combinação entre câmbio, preços internacionais do petróleo e a crescente defasagem do diesel no mercado interno, fator que já pressiona custos logísticos e o agronegócio.
Câmbio reage a cenário externo e intervenção do Banco Central
Por volta das 9h00, o dólar à vista registrava leve queda de 0,04%, cotado a R$ 4,9106. No mercado futuro da B3, o contrato com vencimento em junho — o mais líquido — recuava 0,16%, negociado a R$ 4,9490.
Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a cair 0,13%, atingindo R$ 4,9058, refletindo o viés negativo global. No exterior, o dólar perde força diante de sinais de possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que reduz tensões geopolíticas no Oriente Médio e melhora o apetite por risco.
Na véspera, o câmbio já havia recuado 1,12%, fechando a R$ 4,9121.
Desempenho do dólar e do Ibovespa
- Dólar (semana): -0,80%
- Dólar (mês): -0,80%
- Dólar (ano): -10,51%
- Ibovespa (ano): +15,91%
- Último fechamento: alta de 0,62%, aos 186.754 pontos
Diesel segue pressionado e aumenta impacto no agronegócio
Apesar da relativa estabilidade cambial, o mercado de combustíveis continua sob pressão devido à defasagem entre os preços internos do diesel e a paridade internacional. O cenário reduz a atratividade das importações e eleva a preocupação com o equilíbrio do abastecimento no país.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que as importações de diesel caíram 25% em março em relação a fevereiro, refletindo menor apetite dos agentes diante da piora nas margens.
Segundo especialistas do setor, a chamada “janela de importação” vem se deteriorando, especialmente em um contexto de maior volatilidade global e incertezas sobre a política de preços dos combustíveis.
Câmbio, diesel e logística pressionam custos no campo
A combinação entre dólar volátil e diesel defasado amplia a pressão sobre cadeias produtivas do agronegócio, especialmente aquelas mais dependentes de transporte rodoviário e operações mecanizadas.
Setores como grãos, cana-de-açúcar e proteína animal estão entre os mais sensíveis, já que o combustível representa um custo transversal em toda a operação, do plantio à distribuição.
Além disso, a variação cambial influencia diretamente o preço de importação de derivados de petróleo, aumentando a complexidade da formação de preços no mercado interno.
Risco operacional cresce e exige gestão mais estratégica
Analistas do setor destacam que, mais do que o custo direto, o principal desafio atual está na previsibilidade. A oscilação simultânea do dólar e dos combustíveis eleva o risco operacional e dificulta o planejamento de médio prazo para empresas do agronegócio e da logística.
Com isso, cresce a importância de estratégias de gestão de suprimentos, proteção cambial e monitoramento constante da paridade de importação do diesel.
Cenário exige atenção redobrada do setor produtivo
O ambiente atual combina três vetores principais de pressão:
- Oscilação do dólar próximo de R$ 4,90
- Incertezas geopolíticas e fluxo global de capitais
- Defasagem do diesel e queda nas importações
A interação entre esses fatores mantém o mercado em estado de cautela, com impacto direto sobre custos logísticos e competitividade do agronegócio brasileiro no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Açúcar mantém alta nas bolsas internacionais e mercado interno recua em início de maio com avanço da safra
Mercado internacional do açúcar segue em trajetória positiva
O mercado global do açúcar manteve viés de alta nesta terça-feira (5), prolongando o movimento positivo observado no início da semana nas principais bolsas internacionais.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em valorização. O contrato julho/26 avançou para 15,37 cents de dólar por libra-peso, enquanto outubro/26 atingiu 15,83 cents/lbp. Já o vencimento março/27 também apresentou ganho, fechando a 16,63 cents/lbp. Os demais contratos acompanharam o movimento, reforçando a percepção de sustentação nas cotações.
Açúcar branco também sobe na ICE Europe
Na ICE Europe, o açúcar branco registrou valorização consistente em toda a curva futura.
O contrato agosto/26 foi negociado a US$ 452,20 por tonelada, enquanto outubro/26 subiu para US$ 452,50. Já o vencimento dezembro/26 avançou para US$ 456,00 por tonelada. Os demais prazos também apresentaram altas, indicando continuidade do movimento de recuperação no mercado internacional.
Mercado interno recua com avanço da safra no Brasil
No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal branco apresentou leve queda. O indicador CEPEA/ESALQ, referência para São Paulo, registrou recuo de 0,41% nesta terça-feira (5), com a saca de 50 kg cotada a R$ 97,43.
No acumulado de maio, o indicador já apresenta baixa de 0,49%, refletindo o início de mês pressionado pela maior disponibilidade do produto com o avanço da safra e ritmo mais intenso de moagem.
Etanol também registra ajuste negativo em São Paulo
O mercado de etanol hidratado também seguiu em leve retração no estado de São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o combustível negociado a R$ 2.400,00 por metro cúbico, com queda de 0,33% no dia.
No acumulado de maio, o recuo é de 0,25%, mantendo o cenário de ajustes graduais após as perdas mais expressivas registradas em abril.
Câmbio, gasolina e mix de produção influenciam mercado
Segundo análise de mercado, a recente valorização da gasolina tem contribuído para sustentar o etanol, ao melhorar sua competitividade e incentivar o direcionamento da cana para o biocombustível.
Outro fator relevante é a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras de açúcar, pressionando o mercado interno.
Além disso, revisões nas projeções globais indicam expectativa de menor oferta futura, com aumento da destinação da cana para produção de etanol em detrimento do açúcar. No Brasil, dados recentes reforçam essa tendência, com redução do mix açucareiro e queda na produção no início da safra 2026/27.
Cenário segue equilibrado entre alta externa e ajustes internos
O comportamento divergente entre mercado internacional e interno reflete um cenário de transição, em que fundamentos globais de oferta e demanda sustentam os preços no exterior, enquanto o Brasil ajusta sua dinâmica de produção diante da evolução da safra e das condições econômicas e cambiais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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