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Curso do MPMT reforça diretriz nacional sobre perspectiva de gênero
No mesmo dia em que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou o Protocolo e a Cartilha “Atuação com Perspectiva de Gênero no Ministério Público Brasileiro”, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu início ao curso de extensão “Julgamento com Perspectiva de Gênero e Ministério Público”. A convergência das iniciativas evidencia o alinhamento da instituição mato-grossense às diretrizes nacionais voltadas ao fortalecimento de uma atuação ministerial mais qualificada, inclusiva e comprometida com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento das desigualdades estruturais.A nova diretriz nacional foi apresentada na terça-feira (12), durante o Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha: Medidas Protetivas de Urgência, Efetividade da Atuação Ministerial e Integração das Políticas Públicas, realizado em Brasília. Participam do evento presencialmente a procuradora de Justiça do MPMT Elisamara Sigles Vodonós Portela e os promotores de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes, Claire Vogel Dutra, Clarisse Moraes de Avila, Maria Coeli Pessoa de Lima, Marcelo Lucindo Araújo e Pedro da Silva Figueiredo.Para a procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, a capacitação promovida pelo MPMT está em sintonia com as orientações recém-lançadas pelo CNMP. “O lançamento do Protocolo de Atuação com Perspectiva de Gênero pelo CNMP representa um marco para o Ministério Público brasileiro. O curso promovido pelo MPMT demonstra nosso alinhamento a essa construção nacional, preparando membros e servidores para uma atuação cada vez mais qualificada e comprometida com a efetivação dos direitos das mulheres e o enfrentamento das desigualdades estruturais”, destacou.Elisamara Portela também ressaltou a importância do apoio institucional para a participação expressiva do MPMT no evento. “É preciso enaltecer a sensibilidade do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa diante de uma pauta tão relevante para a sociedade e para o Ministério Público. O apoio da Administração Superior fortalece a qualificação institucional, a troca de experiências e o aperfeiçoamento da atuação ministerial em uma área estratégica para a garantia dos direitos das mulheres e o enfrentamento da violência de gênero”, acrescentou.Saiba mais – Elaborado pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF) do CNMP, o protocolo é uma obra de referência voltada à consulta, ao estudo e ao aprofundamento do tema. A cartilha, por sua vez, apresenta uma versão sintética, destinada ao uso cotidiano e à difusão das diretrizes institucionais.O documento tem como objetivo orientar a atuação ministerial a partir do reconhecimento das desigualdades históricas enfrentadas por mulheres e meninas, promovendo a igualdade material e prevenindo situações de discriminação e violência. Para isso, estabelece que a perspectiva de gênero deve ser incorporada de forma transversal às atividades extrajudiciais, judiciais e institucionais do Ministério Público.Entre as diretrizes previstas estão a fiscalização de políticas públicas voltadas às mulheres, a produção e o monitoramento de indicadores, a escuta qualificada, o atendimento humanizado, a prevenção da revitimização, a investigação com perspectiva de gênero e a capacitação permanente de membros e servidores. O texto também destaca a importância de uma abordagem interseccional, considerando fatores como raça, etnia, deficiência, idade, orientação sexual, identidade de gênero, condição socioeconômica, situação de rua e privação de liberdade.Acesse o protocolo aqui.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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Fórum acompanha elaboração dos novos planos de educação
Representantes de instituições públicas, conselhos, órgãos de controle e sistemas de ensino participaram, nesta quinta-feira (13), da segunda reunião de 2026 do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape), realizada na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O encontro teve como foco o acompanhamento das ações voltadas à atualização dos planos municipais de educação e à construção do novo Plano Estadual de Educação, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036.A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fiape, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Durante a abertura dos trabalhos, ele destacou que o objetivo do fórum é acompanhar as providências adotadas pelos municípios e pelo Estado para garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos pela legislação nacional.“Todos os atores envolvidos que participam deste Fórum Interinstitucional de Acompanhamento dos Planos de Educação estão empenhados em cumprir os prazos do Plano Nacional de Educação. Uma das medidas essenciais é assegurar que os novos planos de educação dos municípios e do Estado estejam devidamente atualizados”, afirmou o promotor.O promotor de Justiça ressaltou ainda a necessidade de monitoramento permanente das metas educacionais previstas para a próxima década. Segundo ele, a preocupação do fórum é garantir a implementação integral do novo PNE por meio de acompanhamento contínuo e progressivo. “Uma das principais medidas para que esse resultado ocorra é justamente um acompanhamento e monitoramento contínuo, progressivo e permanente do Plano Nacional de Educação”, enfatizou.Durante o encontro, a coordenadora da Comissão Gestora para elaboração do novo Plano Estadual de Educação pelo Fórum Estadual de Educação de Mato Grosso, Jenaina Nasser, apresentou o plano de trabalho para a construção do documento que norteará as políticas educacionais do estado pelos próximos anos. Ela explicou que a próxima etapa prevê a realização de conferências regionais em formato virtual, reunindo representantes de todas as regionais de ensino para discutir metas, desafios e objetivos do novo plano.De acordo com Jenaina, a Conferência Estadual de Educação está prevista para novembro e terá a missão de consolidar as propostas que irão compor o documento final. O novo Plano Estadual de Educação deverá ser aprovado até abril do próximo ano.A representante destacou ainda a importância da participação coletiva no processo de elaboração e acompanhamento das políticas educacionais. Segundo ela, a educação exige atuação integrada entre diferentes setores da sociedade e do poder público. Nesse contexto, o Ministério Público exerce papel estratégico tanto na fiscalização quanto no acompanhamento da execução das metas previstas. “O acompanhamento contínuo é fundamental para verificar se o plano está sendo executado, identificar desafios, gargalos e também os casos de sucesso”, observou.A reunião também permitiu que os municípios compartilhassem experiências e desafios relacionados à atualização de seus planos. Representando a Secretaria Municipal de Educação de Acorizal, a secretária Jussineia Maria da Silva destacou que o município se encontra na fase inicial de elaboração do novo plano municipal e considerou o encontro uma oportunidade importante para orientar os trabalhos.“Essa reunião foi muito importante para o município de Acorizal, porque estamos justamente na fase inicial do processo do nosso Plano Municipal de Educação. Percebemos o empenho para que todos os municípios consigam cumprir as etapas dentro dos prazos e do cronograma estabelecido”, avaliou.O Fiape iniciou os trabalhos em maio deste ano, quando promoveu a primeira reunião de 2026 para discutir o cenário de execução dos planos educacionais anteriores e as estratégias de monitoramento do novo Plano Nacional de Educação.Instituído pela Lei nº 15.388, o PNE 2026-2036 estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação brasileira na próxima década. Com a aprovação do plano nacional, estados e municípios deverão elaborar ou atualizar seus planos decenais alinhados às novas orientações.Entre as pautas discutidas nesta segunda reunião estiveram a constituição e as ações das comissões de monitoramento e acompanhamento dos planos municipais e estadual de educação, a apresentação do novo projeto e do regimento do Fiape e o alinhamento das medidas necessárias para a atualização dos planos educacionais em Mato Grosso, fortalecendo o compromisso coletivo com a melhoria das políticas públicas de educação no estado.Participaram da segunda reunião Marielda Fernandes Alves e Mírian Bustamio Faria, pelo Grupo de Trabalho de Educação da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM); Cíntia C. Bafalina Guarim, pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT); Juliana Cristina Sato Moraes, pelo Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT); Jaque Rozzo da Silva, pela União Estadual dos Estudantes (UEE-MT); Elisete Chinel, pela Associação Nacional de Municípios (ANM); Mauricélia Lemes da Silva Santana, pela União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME-MT); Jussineia Maria da Silva, pela Secretaria Municipal de Educação de Acorizal; Marisa Cristina Ribeiro, representando o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus Várzea Grande; Ester Araújo, pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT); Maria Elma de Oliveira, pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Dom Aquino; Luiz Gustavo, representante da Secretaria Municipal de Educação de Jangada; Nani de Jesus Arruda da Silva, pela Secretaria Municipal de Educação de Nossa Senhora do Livramento; Sila Rosa de Oliveira, representante de Secretaria Municipal de Educação; Endel A. Moraes, pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT); Jenaina Nasser, pelo Fórum Estadual de Educação (FEE-MT); Regina Lúcia Rozz e Taciane Jorge Moura, pelo Conselho Municipal de Educação de Cuiabá (CME Cuiabá); e Maria Aparecida Pereira Albici, representante da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Barão de Melgaço (SMECEL).
Fonte: Ministério Público MT – MT
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