AGRONEGÓCIO
Colheita da soja no Rio Grande do Sul avança para 85% e clima seco acelera trabalhos no campo
A colheita da soja no Rio Grande do Sul alcançou 85% da área cultivada na safra 2025/26, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis registradas nos últimos dias. Segundo boletim divulgado pela Emater, o tempo seco e a baixa umidade relativa do ar contribuíram para acelerar os trabalhos nas lavouras gaúchas, permitindo maior ritmo nas operações em praticamente todas as regiões produtoras do Estado.
O avanço semanal foi significativo. Na semana anterior, os produtores haviam colhido 79% da área semeada. Agora, o percentual consolida a reta final da colheita no principal estado ainda com grandes áreas remanescentes da oleaginosa no Brasil.
De acordo com a Emater, a safra de soja ocupa 6,62 milhões de hectares no Rio Grande do Sul. Restam principalmente áreas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em fase de maturação ou finalizando o enchimento de grãos.
Atualmente, cerca de 14% das lavouras permanecem em maturação, enquanto 1% ainda está em fase final de enchimento dos grãos. A expectativa é de que o clima continue favorecendo os trabalhos no campo nas próximas semanas, garantindo avanço rápido da colheita e melhor qualidade operacional.
Produtividade segue abaixo do potencial em parte das regiões
A produtividade média estimada pela Emater está em 2.871 quilos por hectare. Embora o desempenho seja considerado positivo em diversas regiões, técnicos apontam que o potencial produtivo foi impactado pelas irregularidades climáticas registradas ao longo do ciclo da cultura, especialmente em áreas afetadas por estiagens e altas temperaturas.
Mesmo assim, o Rio Grande do Sul mantém papel estratégico no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras de soja, sendo um dos principais produtores do país.
Com a colheita praticamente encerrada em outros estados brasileiros, o mercado acompanha atentamente os números finais da produção gaúcha, que podem influenciar diretamente a oferta nacional, os preços internos e o ritmo dos embarques nos portos brasileiros.
Colheita do milho também entra na fase final
Além da soja, a colheita do milho no Rio Grande do Sul também avança rapidamente. Segundo a Emater, 93% da área cultivada já foi colhida, indicando encerramento próximo da safra no Estado.
O desempenho das lavouras de milho segue sendo acompanhado pelo mercado devido à importância do cereal para os setores de proteína animal, etanol e exportações. A conclusão da colheita deve ampliar a disponibilidade interna do grão nas próximas semanas.
Mercado acompanha oferta brasileira de grãos
A reta final da colheita no Sul do país ocorre em um momento de atenção do mercado internacional para o tamanho da safra brasileira de soja. O Brasil segue consolidado como maior produtor e exportador mundial da oleaginosa, enquanto a evolução da oferta influencia diretamente os preços em Chicago, os prêmios de exportação e o comportamento do câmbio no mercado doméstico.
Analistas destacam que o avanço da colheita gaúcha também contribui para acelerar a comercialização da safra e a logística de escoamento, especialmente nos portos da Região Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Ibovespa cai com pressão de Petrobras e bancos, enquanto Ásia dispara com rali de tecnologia e IA
Os mercados financeiros globais iniciaram a semana em clima de cautela e volatilidade, refletindo uma combinação de fatores econômicos, geopolíticos e corporativos. Enquanto o Ibovespa opera em queda superior a 1% nesta segunda-feira (11), pressionado principalmente por ações da Petrobras e do setor bancário, as bolsas asiáticas avançaram impulsionadas pelo forte desempenho das empresas de tecnologia e inteligência artificial na China.
No cenário internacional, os investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos, à força do mercado de trabalho americano, ao comportamento do petróleo e aos desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Ibovespa recua com pressão de Petrobras e bancos
A bolsa brasileira iniciou o pregão desta segunda-feira em baixa, refletindo o movimento de realização de lucros e o ambiente externo mais cauteloso.
O Ibovespa recua mais de 1% nas primeiras negociações, com destaque negativo para as ações da Petrobras (PETR4), afetadas pela volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O setor financeiro também pesa sobre o índice, especialmente os papéis do Bradesco (BBDC4), após sinalizações mais conservadoras relacionadas ao crédito e ao ambiente macroeconômico.
O mercado doméstico também monitora o fluxo de capital estrangeiro e a temporada de balanços corporativos, fatores que seguem determinando o humor dos investidores.
Analistas avaliam que a bolsa brasileira passa por um movimento de acomodação após recentes tentativas de recuperação, em meio ao cenário internacional ainda instável.
Wall Street fecha em alta após dados fortes dos EUA
Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram a última sessão em território positivo, sustentadas por indicadores mais fortes do mercado de trabalho americano.
O índice Dow Jones teve leve alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 avançou 0,83%. O destaque ficou com o Nasdaq Composite, referência para empresas de tecnologia, que subiu 1,71%, impulsionado principalmente pelas gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Os dados econômicos reforçaram a percepção de resiliência da economia americana, embora também tenham aumentado as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros elevados por mais tempo.
Europa fecha no vermelho com temor sobre juros e tensões geopolíticas
Na Europa, o movimento foi oposto ao observado em Wall Street. As principais bolsas do continente encerraram o pregão em queda, pressionadas pela perspectiva de juros altos nos Estados Unidos e pelas preocupações envolvendo os conflitos no Oriente Médio.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,7%, aos 612 pontos.
Entre os principais mercados da região:
- Londres caiu 0,43%;
- Frankfurt recuou 1,32%;
- Paris perdeu 1,09%.
O ambiente de aversão ao risco afetou especialmente setores mais sensíveis ao cenário macroeconômico e ao custo do crédito.
China lidera ganhos globais com forte rali de IA e semicondutores
Na Ásia, os mercados registraram forte desempenho positivo, liderados pelas bolsas chinesas, que atingiram máximas históricas impulsionadas pelo setor de tecnologia.
O índice de Xangai avançou 1,08%, alcançando o maior nível desde junho de 2015. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,64%, atingindo a máxima em mais de quatro anos.
O movimento foi sustentado principalmente pelo forte rali das empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
O índice de semicondutores do CSI disparou 6,3%, renovando recordes históricos. Já o índice de inteligência artificial do CSI avançou 3,2%, enquanto o setor de tecnologia da informação teve alta de 4,4%.
Além do entusiasmo com IA, os investidores também reagiram positivamente à recuperação das exportações chinesas em abril. A demanda por componentes tecnológicos aumentou diante da corrida global por infraestrutura de inteligência artificial e da antecipação de compras em meio às tensões envolvendo o Irã.
Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta
Confira o fechamento dos principais mercados da Ásia nesta segunda-feira:
- Tóquio (Nikkei): -0,47%, aos 62.417 pontos;
- Hong Kong (Hang Seng): +0,05%, aos 26.406 pontos;
- Xangai (SSEC): +1,08%, aos 4.225 pontos;
- CSI300: +1,64%, aos 4.951 pontos;
- Seul (Kospi): +4,32%, aos 7.822 pontos;
- Taiwan (Taiex): +0,45%, aos 41.790 pontos;
- Singapura (Straits Times): +0,42%, aos 4.942 pontos;
- Sydney (S&P/ASX 200): -0,49%, aos 8.701 pontos.
Mercado segue atento ao petróleo, juros e fluxo estrangeiro
O comportamento das commodities, especialmente do petróleo, segue no radar dos investidores globais e influencia diretamente mercados emergentes como o Brasil.
Além disso, o mercado acompanha de perto:
- a política monetária do Federal Reserve;
- o desempenho da economia chinesa;
- o avanço da inteligência artificial no setor corporativo;
- os conflitos geopolíticos no Oriente Médio;
- e o fluxo de investidores estrangeiros nas bolsas globais.
A expectativa é de manutenção da volatilidade ao longo da semana, principalmente diante da agenda econômica internacional e da divulgação de novos resultados corporativos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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