AGRONEGÓCIO
Brasil e Peru alinham transição da presidência da PLACA em videoconferência ministerial
Nesta terça-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu por videoconferência com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Felipe Millan, para tratar da transição da presidência da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).
Criada em 2019, a Plataforma reúne 19 ministérios da Agricultura da América Latina e do Caribe e tem como objetivo fortalecer a cooperação regional no setor agropecuário. A iniciativa atua na promoção e no fortalecimento da agricultura tropical diante dos desafios das mudanças climáticas e conta com a assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que exerce a função de secretaria da Plataforma. O Peru é o atual presidente da PLACA no biênio 2025-2026 e o Brasil é copresidente.
A Assembleia Anual da PLACA será realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho, em Lima, no Peru. Durante o encontro, o Brasil assumirá a presidência da Plataforma para o biênio 2026-2027.
Durante a videoconferência, o ministro André de Paula explicou que não poderá participar presencialmente da Assembleia em razão de compromissos oficiais em Brasília e informou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será representado pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro. O ministro também destacou a importância da responsabilidade que o Brasil assumirá à frente da Plataforma.
“Eu queria destacar a honra que representa para mim e para o Brasil receber a presidência da PLACA, sobretudo pelas mãos de um país tão querido quanto o Peru. Reafirmo o nosso firme compromisso com a PLACA e com a agenda de ação climática para a agricultura na América Latina e no Caribe. Assumiremos essa responsabilidade com espírito de cooperação e continuidade. Nosso objetivo será fortalecer ainda mais as ações da Plataforma”, afirmou.
O ministro ressaltou ainda que, sob a liderança peruana, a PLACA consolidou-se como referência regional na promoção de uma agricultura produtiva, sustentável e resiliente, capaz de responder aos desafios das mudanças climáticas sem perder de vista a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a inclusão dos produtores.
Durante a reunião, o ministro Felipe Millan destacou a relação de cooperação e amizade entre Brasil e Peru, ressaltando a importância da atuação conjunta para fortalecer a resiliência dos sistemas agroalimentares da região.
“A coordenação entre os dois países tem sido fundamental para impulsionar uma agenda regional voltada ao fortalecimento da resiliência dos sistemas agroalimentares frente às mudanças climáticas e à promoção de soluções sustentáveis para os nossos agricultores”, afirmou o ministro peruano.
Millan também reconheceu o compromisso permanente do Brasil com a PLACA e destacou a contribuição brasileira para os avanços alcançados durante o período de copresidência da Plataforma, especialmente em temas relacionados à segurança hídrica, à inovação e à agricultura familiar.
Ao tratar da transferência da presidência da iniciativa, o ministro peruano manifestou confiança na liderança brasileira à frente da Plataforma. “Estamos seguros de que a experiência e a liderança do Brasil contribuirão para fortalecer ainda mais a agricultura regional e a cooperação entre os países no âmbito da PLACA. O Peru seguirá como parceiro disposto a oferecer todo o apoio e colaboração necessários durante a presidência brasileira”, destacou.
Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o compromisso de manter o diálogo e a cooperação em temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da agricultura, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da segurança alimentar na América Latina e no Caribe.
Participaram da reunião, a chefe de gabinete do ministro André de Paula, Adriana Toledo; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; a diretora do departamento de Produção Sustentável, Mônica Cavalcanti; a assessora especial, Sibelle Andrade; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira.
Informações à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Paz no Oriente Médio pode pressionar preços dos fertilizantes, mas fosfatados devem seguir sustentados
As negociações para um acordo de paz no Oriente Médio começam a gerar reflexos importantes no mercado internacional de fertilizantes. Segundo análise da StoneX, a perspectiva de redução das tensões na região pode contribuir para um aumento da oferta global de adubos nos próximos meses, especialmente no segmento de nitrogenados.
O principal fator por trás desse movimento é a expectativa de normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de fertilizantes e matérias-primas. Com a retomada do fluxo logístico, países produtores da região poderão ampliar novamente suas exportações, elevando a disponibilidade de produtos no mercado internacional.
De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário é considerado baixista para os fertilizantes de forma geral, mas os impactos não devem ocorrer de maneira uniforme entre os diferentes nutrientes do complexo NPK.
Nitrogenados podem sentir impacto mais imediato
No mercado de nitrogenados, a expectativa é de que a reabertura plena das rotas de exportação resulte em um aumento relativamente rápido da oferta global.
A ureia, principal fertilizante nitrogenado comercializado internacionalmente, já vinha registrando movimentos de queda nas últimas semanas. Com maior disponibilidade de produto oriundo do Oriente Médio, a tendência é que as cotações continuem encontrando resistência para novas altas.
Segundo a StoneX, a liberação das operações logísticas na região tende a aliviar parte das preocupações com abastecimento que sustentaram os preços nos últimos meses.
Fosfatados enfrentam desafios além da logística
No segmento de fosfatados, entretanto, o cenário permanece mais complexo.
Embora a normalização das exportações também represente um fator positivo para a oferta, o mercado enfrenta um problema adicional: a escassez global de enxofre, matéria-prima fundamental para a produção de fertilizantes fosfatados.
Nos últimos meses, a oferta reduzida de enxofre elevou significativamente seus preços no mercado internacional, pressionando os custos de produção das indústrias de fosfatados.
Como consequência, diversos fabricantes reduziram suas taxas de operação, limitando a disponibilidade de produtos e contribuindo para a manutenção dos preços em patamares elevados.
Escassez de enxofre sustenta preços do MAP
A StoneX destaca que a normalização do fornecimento global de enxofre pode levar mais tempo do que a retomada logística no Oriente Médio.
Dessa forma, mesmo com um ambiente geopolítico mais favorável, os fertilizantes fosfatados devem continuar encontrando suporte nos fundamentos de oferta e demanda.
O comportamento recente dos preços reforça essa percepção. Enquanto a ureia acumulou oito semanas consecutivas de queda, os preços do MAP (fosfato monoamônico) permanecem praticamente estáveis, apesar da demanda enfraquecida observada em ambos os segmentos.
Esse descolamento evidencia que os fatores estruturais relacionados à matéria-prima continuam exercendo influência significativa sobre o mercado de fosfatados.
Impactos para o produtor rural brasileiro
Para o agronegócio brasileiro, o cenário exige atenção redobrada no planejamento das compras para as próximas safras.
A possível redução dos preços dos nitrogenados pode abrir oportunidades de aquisição em condições mais favoráveis, especialmente para culturas de alta demanda nutricional, como milho, cana-de-açúcar e trigo.
Por outro lado, a manutenção dos preços dos fosfatados em níveis elevados reforça a importância de estratégias de compra antecipada e gestão eficiente de custos, principalmente para produtores que já iniciam o planejamento da safra 2026/27.
Mercado segue atento aos desdobramentos geopolíticos
Apesar do avanço das negociações diplomáticas, o mercado internacional de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos no Oriente Médio. Qualquer mudança no cenário geopolítico pode alterar rapidamente as expectativas de oferta e logística global.
Enquanto isso, a combinação entre a retomada do comércio regional e a persistente escassez de enxofre deverá continuar determinando o comportamento dos preços dos fertilizantes nos próximos meses, especialmente no segmento de fosfatados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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