Policial
Alta do diesel corrói margem no campo e pode custar até R$ 14 bilhões ao agronegócio
A disparada de mais de 23% no preço do diesel em pouco mais de um mês já impacta diretamente o custo de produção no campo. Levantamento do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, indica que a cana-de-açúcar já registra aumento de R$ 355 por hectare — o maior entre as principais culturas. No agregado, o impacto sobre o agronegócio brasileiro soma R$ 7,2 bilhões e pode ultrapassar R$ 14 bilhões se o combustível mantiver a trajetória de alta ao longo de 2026.
O efeito é mais intenso na cana por uma razão operacional: trata-se de uma atividade altamente mecanizada e contínua. Do corte ao transporte até a usina, todas as etapas dependem de máquinas pesadas movidas a diesel, e a colheita se estende por meses. Esse padrão amplia o consumo de combustível por área e torna a cultura mais sensível a variações de preço.
A diferença em relação a outras lavouras é significativa. Na soja, o aumento de custo varia entre R$ 42 e R$ 48 por hectare, enquanto no milho fica entre R$ 40 e R$ 75. O arroz aparece na sequência, com elevação de R$ 203 por hectare, influenciado pelo uso de irrigação. Ainda assim, nenhuma cultura apresenta o mesmo nível de exposição ao diesel que a cana.
Com o litro do combustível na casa de R$ 7,50 em abril, o impacto já se espalha por toda a cadeia produtiva. O encarecimento atinge desde o preparo do solo até o frete, pressionando o custo de grãos, açúcar, etanol e outros alimentos. Na prática, parte dessa alta tende a ser repassada ao mercado, reduzindo margem no campo e elevando preços ao consumidor.
Sem alternativas viáveis no curto prazo — como eletrificação de máquinas ou substituição em larga escala por biocombustíveis —, o produtor fica entre absorver o aumento ou reajustar preços. Caso a alta persista, o diesel deve se consolidar como um dos principais fatores de risco para o planejamento da safra 2026, influenciando decisões de investimento, área plantada e uso de tecnologia no campo.
Fonte: Pensar Agro
Policial
Infectologista da Prefeitura de Sinop explica o que é meningite, sintomas e forma de prevenção
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. Entre os tipos, a meningite bacteriana é considerada a forma mais grave da doença, com risco de complicações, sequelas e até óbito, especialmente quando não tratada de forma rápida.
De acordo com a médica infectologista Érica Moreira, a transmissão da meningite bacteriana exige contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada. “O que consideramos contato próximo é uma distância inferior a um metro, geralmente por um período prolongado. Por isso, não há motivo para pânico, mas sim para cautela”, explica.
A especialista alerta que os sinais da doença podem surgir de forma repentina e evoluir rapidamente, principalmente em crianças. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, prostração e fraqueza intensa, náuseas e dor abdominal, dor de cabeça, sonolência excessiva ou irritabilidade e alteração no comportamento, como a criança ficar apática ou muito diferente do habitual.
“Uma criança que estava bem e, em poucas horas, passa a ficar muito debilitada, sonolenta ou irritada, precisa de avaliação médica imediata”, reforça a médica. A meningite atinge, principalmente, crianças, porém também pode acometer adultos.
Érica esclarece que a principal forma de prevenção da meningite é a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização gratuita conforme o calendário do Ministério da Saúde (MS) para crianças menores de 5 anos e adolescentes entre 11 e 13 anos. “A vacinação é extremamente segura, necessária e evita uma doença grave. Os pais devem conferir o cartão de vacina dos filhos e, em caso de atraso, procurar uma unidade de saúde”, orienta.
Outra medida que contribui para prevenir e conter a transmissão é evitar aglomerações em situações de risco, como em casos confirmados ou suspeitos, além de manter atenção aos sintomas.
Monitoramento e medidas de controle
Em Sinop, a situação mantém-se controlada e monitorada pela Vigilância Epidemiológica. Todas as pessoas que tiveram contato com a aluna de 5 anos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância passaram por avaliação médica preventiva. Nenhum outro caso suspeito foi notificado.
Embora tenha sido constatado que a contaminação não ocorreu no ambiente escolar, mas sim no convívio familiar, a unidade passará por higienização, conforme orientação da vigilância, e as aulas permanecerão suspensas nesta quarta (22), quinta (23) e sexta-feira (24). “As famílias são orientadas sobre quais sinais observar, quando procurar reavaliação médica e quais medidas devem adotar. Isso é fundamental para evitar a propagação da doença”, explica a infectologista.
Situação em Sinop
Atualmente, o município de Sinop registra dois casos confirmados de meningite bacteriana, sendo um deles com evolução para óbito. As autoridades de saúde reforçam que os casos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica, com adoção de todas as medidas de controle, e não há indicativo de surto no município.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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