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Vendas de ar-condicionado e ventilador disparam 110% no verão

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Ar condicionado
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As temperaturas elevadas no verão provocaram uma corrida às lojas e sites em busca de soluções para amenizar o calorão. Varejistas de diferentes perfis registram altas de 60% a 110% nas vendas de condicionadores de ar e ventiladores. Somente nos primeiros 18 dias de janeiro, o e-commerce como um todo teve um aumento de 10% no faturamento com estes itens, de acordo com levantamento da Neotrust, especializada no acompanhamento de vendas on-line, feito a pedido do GLOBO.

Mas, se o ambiente refrigerado a 23 graus ainda é um sonho distante do orçamento, para muitos, o jeito é recorrer ao ventilador, em busca de algum refresco. O comércio de ventiladores registrou alta de 19% no período, de acordo com a Neotrust, amparado pelo crescimento do home office em razão da Ômicron.

“As pessoas passaram a trabalhar em casa e, muitas delas, tiveram a necessidade de ter um ambiente menos quente”, diz Paulina Gonçalves, head de Inteligência da Neotrust.

O faturamento do varejo eletrônico com condicionadores de ar, no entanto, é maior. Nas primeiras semanas do ano, o e-commerce faturou R$ 45,7 milhões com venda de ventiladores e R$ 293,9 milhões com ar condicionados, com a valorização do tíquete médio de 6,7% e 11%, respectivamente.

Na Americanas.com, o crescimento foi de 60% de novembro para janeiro na venda de condicionadores de ar e de 86% na de ventiladores, na comparação com o mesmo período de 2021.

Mesmo com as despesas extras do início do ano, como IPTU e IPVA, a temperatura acima de 40 graus faz com que o orçamento se torne mais flexível por meio da compra por impulso ou necessidade.

“Quando as pessoas passam uma ou duas noites sofrendo com um calorão, querem resolver logo. As vendas subiram mais de 35% nos últimos dias e acreditamos que seguirão crescendo ainda mais”, conta João Appolinário, presidente e fundador da Polishop, que viu aumento nas buscas no site e nas lojas físicas.

A região que mais se destaca para a empresa é o Sudeste, onde está concentrado o maior poder aquisitivo. Mas o Sul, que está passando por uma onda anormal de calor, vem surpreendendo.

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Nas Lojas Cem, que tem 293 estabelecimentos físicos, houve um salto de 110% nos itens de refrigeração, com destaque para os ventiladores de chão.

“As vendas de janeiro estão melhores do que de janeiro do ano passado, muito semelhantes às de 2019. Mas poderia ser melhor. Acredito que estas vendas de ventilação vão ajudar a vender mais. Mantendo a temperatura, isso refletirá nas vendas”, diz o superintendente da Lojas Cem, José Domingos Alves.

A procura nas lojas já se reflete nas fábricas. Na LG, que detém 24,2% de participação do mercado de ar-condicionado no Brasil, a procura nas últimas duas semanas foi considerável. A região que apresentou maior demanda também foi o Sul. Segundo Marcel Souza, gerente executivo de linha branca da LG, o aumento foi de 20% entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro.

Conta de luz preocupa

O empresário Fabiano Oliveira está entre as pessoas que procuram um refresco. Morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro, comprou dois aparelhos de ar condicionado nos primeiros dias de janeiro, para o quarto e o escritório. Ele comemora o conforto, mas se preocupa com o consumo de energia.

“Temos que pensar na qualidade de vida, não só na tarifa. E tentamos aliar uma etiqueta com consumo A, e a funcionalidade do aparelho”, conta, em referência ao indicador de eficiência energética.

A professora Kelly Dias, moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ainda não comprou o seu aparelho, mas já começou a pesquisar em lojas físicas e on-line.

“Preciso do ar-condicionado por causa do calor, principalmente no local de trabalho. Aqui no escritório, como faço gravação, portas e janelas ficam sempre fechadas”, afirma a professora, que só pretende comprar o aparelho agora por “necessidade real”.

Marcelo Allain, sócio da consultoria de varejo Gouvêa Analytics, diz que essa venda sazonal por impulso está atrasada. Não aconteceu na Black Friday, nem em dezembro, como de costume. E não deverá se sustentar, porque a alta da inflação tem forte impacto no orçamento das famílias, e neste início de ano ainda se soma às contas habituais do período, como IPTU, IPVA e material escolar.

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Volkswagen coloca três mil funcionários em férias coletivas em SP

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Fábrica da Volkswagen
Divulgação/Volkswagen

Fábrica da Volkswagen

Pela segunda vez este ano, a  Volkswagen está colocando em férias coletivas trabalhadores da planta de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em função da falta de peças e  componentes eletrônicos para finalizar a produção dos veículos. Desta vez, serão três mil metalúrgicos, que ficarão fora da fábrica por dez dias, desta segunda-feira (27) até 7 de julho.

A montadora já havia colocado cerca de 2,5 mil metalúrgicos, da mesma unidade, em férias coletivas, por 20 dias, em maio, por problemas na cadeia de fornecimento de peças. Na fábrica do ABC são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro.

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A Volks conta com cerca de 8,2 mil trabalhadores no país, sendo 4,5 mil na produção. No ano passado, a montadora também anunciou diversas paralisações pela mesma razão. A montadora confirmou que concederá férias coletivas, em razão da falta de semicondutores.

O coordenador-geral da representação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na Volks, José Roberto Nogueira da Silva, lembra que a falta de componentes tem impactado não só o ramo automotivo, mas todo setor industrial brasileiro.

“Toda a indústria nacional vem sendo impactada. A falta de política industrial e de desenvolvimento no país tem causado a desestruturação da cadeia produtiva nacional”, afirma.

O dirigente sindical lembrou que há um acordo entre a montadora e os trabalhadores prevendo situações como essa, o que dá previsibilidade aos funcionários.

Se a pandemia atrapalhou as operações de diversas montadoras pelo mundo, a invasão da Ucrânia pela Rússia também afetou as operações da Volkswagen e de outras marcas. A Volks, por exemplo, teve que suspender a venda de modelos híbridos plug-in por falta de componentes. A falta de chicotes elétricos, que eram feitos na Ucrânia, atrapalhou a produção dos elétricos ID.3, ID.4 e ID.5 da VW, assim como do Audi Q4 e-tron.

Até o início de junho, a falta de semicondutores já tinha provocado pelo menos 16 paralisações de fábricas este ano. No período, 150 mil veículos deixaram de ser produzidos, segundo balanço da Anfavea, a associação que representa as montadoras.

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