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SP investiga parada cardíaca em menina após receber vacina anticovid

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Vacina da Pfizer
Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

Vacina da Pfizer

Membros da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de São Paulo se reunirão nesta quinta-feira (20/1) para debater o caso da menina de 10 anos de Lençóis Paulista, no interior do estado, que teve uma parada cardiorrespiratória 12 horas após tomar a vacina contra a covid-19 da Pfizer.

A cidade suspendeu a vacinação de crianças por sete dias para apurar o ocorrido, porque ainda não se sabe se o incidente teve relação com o imunizante.

A reunião da SES contará com médicos especialistas internos e externos. O secretário Jean Gorinchteyn não estará presente. Em nota divulgada na noite da última quarta (19/1), a Secretaria Estadual da Saúde destacou que “todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são seguras e eficazes, impactando diretamente na redução de casos graves e internações por Covid-19”.

“O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) esta acompanhando e analisará o caso de Lençóis Paulista. O CVE informa que todos os casos de eventos adversos são analisados por uma comissão de especialistas antes de qualquer confirmação. É, portanto, precipitado e irresponsável afirmar que o caso do município está associado à vacinação. Na maioria das vezes, os casos de eventos adversos pós-vacinação são coincidentes, sem qualquer relação causal com o imunizante”, declarou a pasta.

A Pfizer, também se pronunciou acerca do caso em nota.

Leia a nota da Pfizer na íntegra:

Assim que a Pfizer teve conhecimento do caso, foi submetido um relato de potencial evento adverso para a área de farmacovigilância, conforme processo global da companhia.

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A Pfizer já distribuiu globalmente mais de 2.6 bilhões de doses da vacina ComiRNAty em mais de 166 países ao redor do mundo e não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante.

Os eventos adversos que podem ser relacionados à vacina identificados durante as fases de estudo pré e pós comercialização constam na bula do produto https://www.pfizer.com.br/bulas/comirnaty. Os órgãos de vigilância locais e internacionais competentes endossam que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco.

A companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos adversos de seus produtos, mantendo sempre informadas as autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente.

Especificamente para a vacina ComiRNAty, a fim de facilitar ainda mais o contato com a empresa e o monitoramento dos potenciais eventos adversos da vacina, a Pfizer estabeleceu um portal para comunicação de informações relacionadas a relatos de eventos adversos: https://www.pfizersafetyreporting.com/#/pt .

Pacientes que apresentem qualquer quadro de potencial evento adverso devem manter acompanhamento médico ou com serviço de saúde de referência e seguir as condutas clínicas instituídas e orientadas por tais responsáveis. Os profissionais de saúde, incluindo os médicos, podem acessar os canais de comunicação da Pfizer para obter informações técnicas ou ter acesso a literatura médica especializada.

O imunizante demonstrou eficácia de 90,7% em estudo clínico desenvolvido especificamente para a faixa etária pediátrica (5 a 11 anos). Os ensaios de Fase 2/3 foram realizados em 2.268 crianças, nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha, e apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos além de perfil de segurança favorável.

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PF prende ‘coiote’ que intermediou imigração de brasileira morta

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Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México
Reprodução – 30.06.2022

Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México

A Polícia Federal prendeu um homem de 38 anos suspeito de ter intermediado a imigração ilegal da brasileira Lenilda Oliveira dos Santos, encontrada morta em uma área desértica na fronteira entre os Estados Unidos e o México, em 15 de setembro do ano passado. O GLOBO apurou que o investigado é Anderson Jerônimo de Souza, conhecido como “Piscuila”. Em depoimento, nesta terça-feira, ele admitiu participação no tráfico de pessoas.

Detido na cidade rondoniense de Ouro Preto do Oeste, Piscuila atuava na organização da viagem das vítimas, no Brasil, e fazia contato com os coiotes mexicanos. O investigado está em prisão preventiva e é suspeito de promoção da imigração ilegal e de homicídio com dolo eventual, pela morte de Lenilda.

A enfermeira brasileira tinha 49 anos quando foi abandonada por coiotes e outros imigrantes que tentavam entrar nos EUA atravessando o deserto à pé. Enquanto esteve sozinha, Lenilda enviou áudios para a família.

Nas mensagens, ela tentava mostrar otimismo e acreditava que seus colegas voltariam para buscá-la, conforme prometeram. Mas sua voz demonstrava que estava debilitada. “Eu estou escondida. Manda ela trazer uma água para mim, porque não estou aguentando de sede”, diz em uma das mensagens.

“O suspeito [Anderson] sabia que as pessoas tinham que andar cerca de 65 km no deserto, ele sabia que isso não é fácil, sabia que colocava as pessoas em risco de vida. Então acredito que cabe o homicídio com dolo eventual, mas quem vai denunciar é o MP [Ministério Público]”, explicou o delegado Lucas Ferreira Dutra.

Contatos no México

Uma tentativa frustrada de imigração ilegal para os EUA colocou Piscuila na rota do tráfico de pessoas. O investigado afirmou ter tentado entrar no território americano em 2016, mas foi pego pelas autoridades locais e mandado de volta ao Brasil. Desde então ele manteve contato com os coiotes mexicanos.

No ano passado, quatro brasileiros também foram barrados quando tentavam atravessar a fronteira entre os dois países. Piscuila então usou seu contato com os coiotes para desembaraçar a situação. O sucesso desta operação fez com ele ganhasse notoriedade em Rondônia.

Em depoimento, Piscuila afirmou ter começado a intermediar imigração ilegal em 2021. Ele assumiu ter enviado “15 ou 16” pessoas para os Estados Unidos, recebendo cerca de US$ 1 mil por cada vítima. Ao todo, cada imigrante pagava por volta de US$ 22 mil, mas a maior parte do dinheiro era entregue aos coiotes no México.

Piscuila disse que operava sozinho no Brasil, mas tinha outros dois envolvidos no esquema, ambos no México: um é brasileiro e o outro mexicano. No entanto, ele conhecia esses interlocutores apenas pelo primeiro nome, o que dificulta o avanço das investigações.

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Fonte: IG Nacional

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