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Rússia realizará grandes exercícios navais com todas as suas frotas

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 A Rússia anunciou nesta quinta-feira (20) que sua Marinha realizará um amplo conjunto de exercícios envolvendo todas as suas frotas neste mês e no próximo, do Pacífico ao Atlântico, a mais recente demonstração de força em uma onda de atividade militar durante um impasse com o Ocidente.

Os exercícios ocorrerão nos mares adjacentes à Rússia e também incluirão manobras no Mediterrâneo, Mar do Norte, Mar de Okhotsk, nordeste do Oceano Atlântico e o Pacífico.

Eles vão contar com 140 navios de guerra e embarcações de apoio, 60 aviões, 1.000 unidades de equipamento militar e cerca de 10.000 militares, disse o Ministério da Defesa em comunicado.

Movimentos militares russos estão sendo observados de perto à medida que um aumento de soldados perto da Ucrânia e uma série de retórica agressiva têm abalado o Ocidente e provocado temores de uma guerra iminente. Moscou nega veementemente qualquer plano de invasão da Ucrânia.

Em um vídeo postado no Facebook, o ministério mostrou o mais novo submarino diesel-elétrico da Frota do Pacífico testando um míssil de cruzeiro Kalibr em um alvo terrestre de uma posição submarina no Mar do Japão.

O míssil atingiu um alvo costeiro na região de Khabarovsk, no extremo leste da Rússia, a uma distância de mais de 1.000 km.

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Sanções econômicas levam Rússia a dar calote histórico

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A Rússia deu calote em seus títulos soberanos estrangeiros pela primeira vez em mais de um século, disse hoje (27) a Casa Branca, uma vez que as sanções abrangentes efetivamente excluíram o país do sistema financeiro global e tornaram seus ativos intocáveis.

O Kremlin, que tem o dinheiro para fazer os pagamentos graças às receitas de petróleo e gás, rapidamente rejeitou as afirmações, e acusou o Ocidente de conduzir o país a um default (calote) artificial.

Mais cedo, alguns detentores de títulos disseram que não haviam recebido juros vencidos nesta segunda-feira após o fim de um prazo importante de pagamento um dia antes.

A Rússia tem lutado para cumprir os pagamentos de US$ 40 bilhões em títulos desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

“A notícia desta manhã sobre a descoberta da inadimplência da Rússia, pela primeira vez em mais de um século, situa a força das ações que os EUA, juntamente com aliados e parceiros, tomaram; bem como o impacto na economia russa”, disse uma a autoridade dos EUA às margens da cúpula do G7 realizada na Alemanha.

Os esforços da Rússia para evitar o que seria seu primeiro grande calote em títulos internacionais desde a revolução Bolchevique, há mais de um século, atingiram uma barreira no final de maio, quando o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos efetivamente bloqueou Moscou de fazer pagamentos.

“Desde março achávamos que um default russo seria provavelmente inevitável, e a questão era apenas quando”, disse à Reuters Dennis Hranitzky, chefe de litigação soberana da empresa de direito Quinn Emanuel, antes do prazo de domingo.

Um calote formal seria em grande parte simbólico, uma vez que a Rússia não pode tomar empréstimos internacionais no momento e não precisa fazê-lo graças às abundantes receitas de exportação de petróleo e gás. Mas o estigma provavelmente aumentará seus custos de empréstimo no futuro.

Os pagamentos em questão são de US$ 100 milhões em juros sobre dois títulos, um denominado em dólares e outro em euros, que a Rússia deveria pagar em 27 de maio. Os pagamentos tinham um prazo de extensão de 30 dias, que expirou neste domingo (26).

O Ministério das Finanças da Rússia disse que fez os pagamentos ao seu Depositário Nacional de Liquidação (NSD, na sigla em inglês) em euros e dólares, acrescentando que cumpriu com as obrigações.

Em uma ligação com repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia fez os pagamentos de títulos com vencimento em maio, mas o fato de terem sido bloqueados pela Euroclear por causa das sanções ocidentais à Rússia “não é problema nosso”.

Sem prazo exato especificado no prospecto, advogados dizem que a Rússia pode ter até o final do dia útil seguinte para pagar os detentores dos títulos.

Agências de classificação de crédito em geral rebaixam formalmente a classificação de um país para refletir o calote, mas isso não se aplica no caso da Rússia já que a maioria das agências já não classificam mais o país.

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