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Roda de conversa em Cuiabá reúne representantes de vários segmentos

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Aproximadamente 70 pessoas participaram nesta quarta-feira (03) da roda de conversa do “Projeto Cibus – Você tem fome de quê?”, realizada no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. Participaram das discussões , representantes de movimentos sociais, dos institutos da Biodiversidade e Semente do Bem, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, comunidades quilombolas, entre outras entidades.

Na abertura, o promotor de Justiça Henrique Schneider Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar, destacou que a roda de conversa é “o pontapé para a construção de uma política pública de segurança alimentar”. Lembrou que a execução do Projeto Cibus vem sendo planejada há mais de um ano pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

“O nosso desafio é construir e pavimentar pontes. Esperamos que tenhamos senso de unidade e que todos os atores possam contribuir no enfrentamento à fome. Mesmo sendo o maior produtor agrícola, Mato Grosso ainda tem a fome e a insegurança alimentar assolando as populações mais vulneráveis”, enfatizou.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, lembrou que a fome sempre foi uma realidade no país e que a situação ficou ainda mais complicada em razão da pandemia e da crise econômica. Reforçou o compromisso institucional do MPMT em torno da efetivação da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

Além da retomada imediata do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), o MPMT defende que a política contemple a criação do Banco de Alimentos do Estado de Mato Grosso, a ampliação de restaurantes populares em municípios com maior percentual da população em vulnerabilidade nutricional e alimentar e a consolidação do Programa de Transferência de Renda como Programa Permanente.

Cenário – Segundo dados apresentados na roda de conversa pelo engenheiro florestal da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, Paulo Henrique Victor de Matos, 25% dos domicílios em Mato grosso encontram-se em situação de insegurança alimentar, sendo 17% em patamar leve, 5% moderado e 3% em insegurança alimentar grave.

Informações do Cadastro Único do Governo Federal revelam que em 2020 Mato Grosso possuía 515.862 mil famílias cadastradas, sendo 200.660 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Outras 161.843 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família, com uma demanda reprimida de 38.817mil famílias sem acesso ao Bolsa Família.

Até o momento, além da capital, foram realizadas rodas de conversas em Alto Garças, Apiacás, Colniza, Ribeirão Cascalheira, São Félix do Araguaia, Sorriso, Tapurah e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Fonte: MP MT

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Pedreiro é condenado a 52 anos de reclusão por homicídio e estupros

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O pedreiro Jeberson Alves dos Santos foi condenado nesta terça-feira (9), pelo Tribunal do Júri de Barra do Garças (a 509km de Cuiabá), pelo estupro e homicídio qualificado de Rhayany Rhutila Moraes Silva e pelo estupro da filha dela, de 11 anos de idade. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado com emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação de outro crime. A pena foi fixada em 52 anos, dois meses e cinco dias de reclusão em regime inicial fechado, bem como negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Barra do Garças, os crimes aconteceram em novembro de 2020, na residência das vítimas. Jeberson dos Santos teria pulado o muro da casa para roubar, contudo, ao perceber que no local estavam somente mãe e filha, rendeu as vítimas com uma faca e as amarrou. O pedreiro levou as duas para o quarto, onde praticou na criança “atos libidinosos diversos de conjunção carnal”. Depois, levou a mãe para outro cômodo onde a estuprou.

Conforme o Ministério Público, para assegurar a impunidade dos crimes de estupro, Jeberson matou Rhayany asfixiada. O homem chegou a fugir, mas foi preso posteriormente na cidade de Nova Xavantina e confessou a prática dos crimes. O réu, que já possuía outras cinco condenações por crimes como roubo, furto e falso testemunho, respondeu ao processo preso.

Atuou no júri o promotor de Justiça Wdison Luiz Franco Mendes. A sessão em plenário foi presidida pelo Juiz Douglas Bernardes Romão.

Fonte: MP MT

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