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Proteção de jovens contra o assédio no esporte é tema de audiência nesta quinta

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Jovens atletas jogam futebol
Deputado lembra que abusos ocorrem em várias modalidades

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados ouve representantes de atletas de várias modalidades nesta quinta-feira (19) sobre como proteger jovens contra o assédio e abuso sexual no esporte.

A audiência será realizada no plenário 4, a partir das 10 horas, e poderá ser acompanhada de forma virtual e interativa pelo e-Democracia.

O deputado Roberto Alves (Republicanos-SP) afirma que o sonho da maioria dos meninos brasileiros é se tornar jogador de futebol ou um grande esportista. “Sabe-se que a grande maioria desses meninos vivem em situação de vulnerabilidade social e, muitos aproveitadores e aliciadores usam desse sonho para abusar e assediar jovens atletas”, lamenta. Ainda segundo o deputado, muitos jovens se calam, por vergonha ou medo.

“Casos de assédio e abuso não acontecem somente no futebol, como se acredita. Praticantes de todos os esportes estão à mercê de pessoas de má-fé”, ressalta. Por isso, Alves convidou representantes de diversas modalidades para discutir o problema:
–  o representante do Conselho Federal de Psicologia Rodrigo Acioli;
– a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Luísa Carvalho Rodrigues;
– a 2ª secretária do Conselho Federal de Educação Física, Elisabete Laurindo de Souza;
– o ex-goleiro Alexandre Montrimas;
– a presidente da Federação de Jiu-jitsu do Rio de Janeiro, Luciana Neder; e
– a presidente do grupo Ginástica Artística Paranaense, Márcia de Andrade Ângelo Bueno.

Da Redação – ND

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POLÍTICA NACIONAL

Negros e indígenas são os mais afetados por catástrofes ambientais, aponta debate

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Tragédias ambientais impactam de forma mais dura negros e indígenas. A constatação foi compartilhada por participantes de audiência pública sobre os impactos das mudanças climáticas em territórios negros e indígenas no Brasil e o racismo ambiental realizada nesta segunda-feira (27). O termo racismo ambiental é utilizado para se referir à forma desproporcional que a degradação ambiental recaem sobre etnias vulnerabilizadas. Durante a reunião promovida pelas comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Meio Ambiente (CMA), pesquisadores e representantes de comunidades quilombolas criticaram o descaso do poder público com os impactos das mudanças climáticas nas periferias e em territórios indígenas e quilombolas. Também apontaram um desmonte do governo na área ambiental.

Segundo Thais Santos, cofundadora da Comunidade Cultural Quilombaque e que faz parte da equipe ambiental do Instituto de Referência Negra Peregum, quilombolas, indígenas e populações que vivem nas periferias são os mais afetados pelo desmatamento, queimadas e outras ações provocadas pelo homem.

— As mortes são recorrentes, as mortes são naturalizadas. Famílias inteiras da beirada do morro para debaixo da terra. Incontáveis são as expectativas soterradas, afogadas. Quantos deslizamentos? Quantas enchentes? Quantas e até quando, para que o Estado assuma a sua responsabilidade legal e tome providências e ações efetivas nesses territórios? — apontou.

Denildo Rodrigues de Moraes, da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), afirmou que a situação de negros e indígenas piorou no atual governo com o desmonte do Ibama, da Funai e do Incra.

— Nossos territórios são locais estratégicos onde ainda existe água, mata e minérios. Temos pagado muito caro por sermos os guardiões da floresta, inclusive com sangue e a vida — disse Denildo.

Para Dulce Pereira, ambientalista, pesquisadora e integrante do Movimento Negro Unificado, os governos federal e dos estados, as prefeituras e os poderes legislativos de todos os níveis não tem demonstrado preocupação suficente com o racismo ambiental. A razão principal, de acordo com Dulce, é que a composição do espaços de poder é majoritariamente formada por homens brancos. 

— É preciso fazer uma reviravolta, mas não adianta eleger negros, mulheres, indígenas e quilombolas que nao tenham compromisso com essa trasnformação. A eleição de bancadas em todos os níveis que seja responsável pelo combate ao racismo é fundamental — acrescentou.

Diosmar Filho, da Associação de Pesquisa IYALETA e Bernadete Lopes, coordenadora de Gestão Fundiária do Complexo Industrial Portuário – SUAPE,  também depositaram esperanças em uma mudança no perfil do Congresso e de outras casas legislativas nas eleições de outubro. Diosmar enxerga esse movimento como necessário para colocar em evidência a pauta do racismo ambiental.

— As leis não estão sendo cumpridas. A gente precisa fazer legislação para a maioria da população — disse Diosmar. 

A iniciativa do debate foi do senador Humberto Costa (PT-PE), que preside a CDH, e do senador Jaques Wagner (PT-BA), que comanda a CMA.  A pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), que comandou a reunião, participantes ficaram em silêncio por um minuto em homenagem a todos ativistas ambientais.

— Faremos um minuto de silêncio para todas as vítimas, para as lideranças ambientais que defendem os seus territórios e o ecossistema, nas pessoas de dois guerreiros que tiveram suas vidas ceifadas recentemente, o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira. O Estado brasileiro precisa agir e proteger o nosso ambiente. Não nos podemos calar. Os povos originários são os que mais sofrem com o descaso do Estado — disse Paim.

Jaques Wagner assinalou que as comissões cumpriram a missão de dar espaço para debater o racismo ambiental e afirmou que os colegiados vão seguir trabalhando em prol do meio ambiente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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