MATO GROSSO
Portal Transparência registra 3,6 milhões de visitas em três anos
O Portal Transparência do Governo de Mato Grosso obteve 3.662.971 visitas entre os anos de 2019 e 2021. Somente no ano passado, os acessos somaram 1.278.893, quantitativo 5% superior ao número de visitas em 2020.
Os dados foram gerados pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) e pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão de conteúdo e pelo suporte técnico da página, respectivamente.
Os assuntos mais procurados nos últimos três anos foram as folhas de pagamento dos servidores ativos, inativos e pensionistas; as despesas de favorecidos com recursos públicos (órgãos, empresas privadas e pessoas físicas); as licitações e contratações; os boletins de monitoramento dos casos de Covid-19 e as informações sobre os órgãos/entidades estaduais.
Alguns dos motivos para o crescimento no número de acessos ao portal foram as reformulações na interface e o esforço para manter os dados atualizados na página.
Para se ter uma ideia, nos últimos três anos, foram feitas cerca de 1.000 atualizações, melhorias de layout, manutenções e correções no Portal Transparência. Destaque para a criação de campo específico de informações sobre a pandemia (contratações emergenciais, legislação, monitoramento de casos, execução orçamentária, vacinas etc).
Também entre as inovações estiveram a disponibilização de informações sobre concessão de diárias a agentes públicos estaduais e o novo layout da aba sobre convênios e transferências, com mais conteúdo e possibilidade de download em dados abertos.
Ranking
Destaque também na gestão do Portal Transparência foi a nota de Mato Grosso na 4ª e última edição da Escala Brasil Transparente, avaliação da Controladoria Geral da União (CGU) que mede o grau de transparência pública dos estados.
A CGU atribuiu nota 9,74 à transparência do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, o qual ficou na faixa de estados com conceitos altos, já que a nota média foi 8,8. Com a nota, Mato Grosso subiu da 15ª para a 9ª posição no ranking. A pesquisa foi realizada entre abril e dezembro de 2020 e divulgada em março de 2021.
Os estados avaliados receberam nota de 0 a 10, calculada pela análise do funcionamento, da linguagem utilizada e do conteúdo disponibilizado no Portal Transparência (transparência ativa) e da sistemática de atendimento aos pedidos de acesso à informação pública (transparência passiva).
Transparência ideal
Apesar de todas as melhorias já implementadas, a secretária-adjunta de Ouvidoria Geral e Transparência da CGE-MT, Elba Vicentina de Moraes, ressalta que ainda há muito a ser feito para que o Estado alcance a transparência ideal, preconizada pelas organizações não-governamentais de avaliação da transparência pública.
“Ainda temos muito a avançar na cultura da transparência no serviço público, no Executivo Estadual, para disponibilizar informações precisas, compreensíveis, atualizadas, íntegras e capazes de conduzir à participação e ao controle social da gestão pública”, argumenta a adjunta.
A representante da CGE-MT observa que, apesar de a coordenação das atividades de transparência ser de competência da Controladoria, os órgãos/entidades estaduais devem fornecer as respectivas informações de forma clara, objetiva, em linguagem de fácil compreensão e com possibilidade de geração de relatórios em diversos formatos eletrônicos, como planilhas e textos.
No caso da transparência ativa, os órgãos/entidades devem encaminhar à CGE-MT as informações gerais de interesse coletivo, produzidas ou custodiadas por eles para alimentação e atualização no Portal Transparência.
Vale ressaltar que, independentemente do conteúdo disponibilizado no Portal Transparência, cada órgão/entidade deve publicar as informações de seu negócio no site institucional próprio.
O endereço do Portal Transparência do Estado é: www.transparencia.mt.gov.br .
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados e desarticula esquema que desviou mais de R$ 1,1 milhão de empresa de segurança
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (5.12), a Operação Integrazione, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de desvios de valores de uma empresa de segurança. O prejuízo é superior a R$ 1,1 milhão.
Na operação, são cumpridas 18 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, com base em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
As diligências resultaram na apreensão de três veículos adquiridos com valores desviados, além de documentos, mídias e materiais considerados relevantes à investigação.
As investigações foram iniciadas após uma auditoria interna constatar o desvio dos recursos das contas da empresa.
Os trabalhos investigativos realizados pela equipe da Derf Cuiabá apontaram que funcionários, valendo-se das funções que desempenhavam na empresa, teriam utilizado meios fraudulentos e simulações contábeis para desviar recursos ao longo dos últimos meses, possivelmente com a participação de outros envolvidos ainda não identificados.
Os suspeitos utilizavam plataformas de apostas para a lavagem de capitais, nas quais o dinheiro ilegal era reintroduzido à economia formal como se legítimo.
Segundo o delegado Luiz Felipe Leoni, responsável pelas investigações, as medidas têm por finalidade instruir a investigação, assegurar a recuperação do patrimônio subtraído, proteger ativos e avançar na individualização das condutas dos autores.
“A percepção dos sócios da empresa em notar a fraude, aliada à comunicação imediata dos fatos à Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, foi determinante para minimizar o prejuízo econômico suportado pelas vítimas. Neste sentido, o diálogo entre os órgãos de persecução criminal revelou-se essencial para a eficácia do sistema de justiça em sentido macro”, pontuou o delegado.
Integrazione
O nome da operação faz alusão à lavagem de dinheiro realizada pelos investigados, que reintroduziam os valores ilícitos à economia formal.
Fonte: Governo MT – MT
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