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Pequim detecta casos de covid-19 em equipe das Olimpíada de Inverno

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Os organizadores da Olimpíada de Inverno de Pequim afirmaram neste domingo que confirmaram 72 casos de Covid-19 entre as 2.586 pessoas envolvidas com os Jogos que chegaram à China entre 4 e 22 de janeiro, com nenhum caso entre os 171 atletas e autoridades das equipes que vieram naquele período.

As últimas preparações estão em andamento para os Jogos de Inverno, durante um surto global de casos da altamente infecciosa variante Ômicron do coronavírus. Os Jogos estão programados para serem realizados entre 4 e 20 de fevereiro, dentro de uma bolha fechada que separa todos as pessoas envolvidas com o evento do público.

Dos casos confirmados, 39 foram descobertos em testes no aeroporto e 33 dentro da bolha, afirmaram organizadores. Participantes da bolha estão sujeitos a testes diários, com 336.421 testes PCR tendo sido administrados entre 4 e 22 de janeiro.

Brian McCloskey, presidente do painel médico de especialistas de Pequim 2022, disse que o número é consistente com os dos Jogos de Tóquio no ano passado e está em linha com as expectativas.

“Nunca estabelecemos uma meta de zero casos dentro da bolha”, disse, em uma entrevista coletiva online no domingo.

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Sanções econômicas levam Rússia a dar calote histórico

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A Rússia deu calote em seus títulos soberanos estrangeiros pela primeira vez em mais de um século, disse hoje (27) a Casa Branca, uma vez que as sanções abrangentes efetivamente excluíram o país do sistema financeiro global e tornaram seus ativos intocáveis.

O Kremlin, que tem o dinheiro para fazer os pagamentos graças às receitas de petróleo e gás, rapidamente rejeitou as afirmações, e acusou o Ocidente de conduzir o país a um default (calote) artificial.

Mais cedo, alguns detentores de títulos disseram que não haviam recebido juros vencidos nesta segunda-feira após o fim de um prazo importante de pagamento um dia antes.

A Rússia tem lutado para cumprir os pagamentos de US$ 40 bilhões em títulos desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

“A notícia desta manhã sobre a descoberta da inadimplência da Rússia, pela primeira vez em mais de um século, situa a força das ações que os EUA, juntamente com aliados e parceiros, tomaram; bem como o impacto na economia russa”, disse uma a autoridade dos EUA às margens da cúpula do G7 realizada na Alemanha.

Os esforços da Rússia para evitar o que seria seu primeiro grande calote em títulos internacionais desde a revolução Bolchevique, há mais de um século, atingiram uma barreira no final de maio, quando o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos efetivamente bloqueou Moscou de fazer pagamentos.

“Desde março achávamos que um default russo seria provavelmente inevitável, e a questão era apenas quando”, disse à Reuters Dennis Hranitzky, chefe de litigação soberana da empresa de direito Quinn Emanuel, antes do prazo de domingo.

Um calote formal seria em grande parte simbólico, uma vez que a Rússia não pode tomar empréstimos internacionais no momento e não precisa fazê-lo graças às abundantes receitas de exportação de petróleo e gás. Mas o estigma provavelmente aumentará seus custos de empréstimo no futuro.

Os pagamentos em questão são de US$ 100 milhões em juros sobre dois títulos, um denominado em dólares e outro em euros, que a Rússia deveria pagar em 27 de maio. Os pagamentos tinham um prazo de extensão de 30 dias, que expirou neste domingo (26).

O Ministério das Finanças da Rússia disse que fez os pagamentos ao seu Depositário Nacional de Liquidação (NSD, na sigla em inglês) em euros e dólares, acrescentando que cumpriu com as obrigações.

Em uma ligação com repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia fez os pagamentos de títulos com vencimento em maio, mas o fato de terem sido bloqueados pela Euroclear por causa das sanções ocidentais à Rússia “não é problema nosso”.

Sem prazo exato especificado no prospecto, advogados dizem que a Rússia pode ter até o final do dia útil seguinte para pagar os detentores dos títulos.

Agências de classificação de crédito em geral rebaixam formalmente a classificação de um país para refletir o calote, mas isso não se aplica no caso da Rússia já que a maioria das agências já não classificam mais o país.

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