65 99230 9678 | 65 3055 2070

CUIABÁ

ECONOMIA

PEC dos Combustíveis: Tesouro pode perder até R$ 100 bilhões

Publicados

ECONOMIA


source
Gasolina, álcool, diesel
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Gasolina, álcool, diesel

O plano do governo de reduzir os impostos federais sobre os preços dos combustíveis e energia elétrica pode ajudar a atenuar a alta da inflação, mas vai trazer alto custo fiscal, destacaram relatórios de bancos. As estimativas de impacto fiscal chegam a R$ 100 bilhões.

Economistas avaliam ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode ter efeito limitado caso o preço do petróleo continue subindo no mercado internacional.

O Credit Suisse afirmou que o fim dos impostos federais pode reduzir a inflação em 0,7 ponto percentual neste ano. O banco projeta IPCA de 6% em 2022. Mas o relatório, assinado pelos economistas Solange Srour e Lucas Vilela, ressalta o impacto fiscal da medida:

“Os impostos em combustíveis respondem por 0,8% do PIB, e a redução poderia ter um enorme impacto nas já frágeis contas públicas.”

O ModalMais também lista, em relatório enviado a clientes, impacto de 0,87 ponto percentual no IPCA:

“Dada a nossa estimativa de um preço médio de R$ 6,76 (por litro), a redução total na alíquota do PIS/Cofins geraria uma queda de 9,1% na gasolina”.

Leia Também

O banco lembra ainda que o diesel teria uma queda de R$ 0,13 no preço final e redução de R$ 0,24 no etanol. O texto lembra, contudo, que a “medida deve ter pouco efeito prático sobre o eleitorado”.

Na área fiscal, o ModalMais diz que a medida poderia gerar uma perda de arrecadação de R$ 68,6 bilhões. “O movimento intensifica a incerteza fiscal e pode, portanto, levar ao aumento das expectativas de inflação em vértices mais longos.”

Para o economista Luiz Roberto Cunha, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, a PEC pode ter efeito limitado sobre o preço dos combustíveis, em meio à incerteza sobre a evolução do petróleo no mercado internacional.

Ele lembra projeções de algumas instituições financeiras globais que apontam que o preço do barril pode subir dos atuais US$ 87 para US$ 100.

Segundo ele, os  combustíveis e a energia elétrica, que afetam outros preços na economia, foram os vilões da inflação em 2021. Para este ano, ele vê a preocupação centrada na gasolina e no diesel, já que as chuvas estão elevando os níveis dos reservatórios, aliviando o sistema elétrico:

“A redução de impostos federais ocorre apenas uma vez. Efetivamente, é uma solução parcial porque o preço do petróleo pode continuar subindo. E hoje há essa perspectiva no mercado internacional.”

A exemplo dos economistas dos bancos, Cunha destacou o impacto fiscal da medida. O Banco Original estimou, em relatório, que a perda de arrecadação federal poderia chegar a R$ 100 bilhões para custear uma redução de até 1 ponto percentual na inflação.

“É um custo fiscal elevado ao reduzir impostos federais e forçar os estados a fazer o mesmo com o ICMS”, avaliou Cunha.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

ECONOMIA

Por que 18% dos domicílios não têm acesso à internet? iGdeias debate

Publicados

em

iGdeais: Por que 15% dos domicílios ainda não têm acesso à internet?
Brasil Econômico

iGdeais: Por que 15% dos domicílios ainda não têm acesso à internet?

O acesso à internet no Brasil, embora bastante desigual, vem crescendo nos últimos anos. Em 2019, 71% dos domícilios acessavam a rede no nosso país. Em 2021, esse número subiu para 82%. Ainda assim, cerca de 35,5 milhões de lares ainda não estão conectados,  o que representa 18% da população.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

A diferença fica ainda maior se olharmos para as classes. No ano passado, 100% das famílias da classe A tinham acesso à internet, ante 98% da classe B e 89% da classe C. Já nas classes D e E, apenas 61% dos domicílios acessavam a rede.

Entre as regiões, o Nordeste é a com menos conectados: 77% da população. Em seguida, vem Norte (79%), Sul e Centro-Oeste (ambos com 83%). Sudeste é a região com mais pessoas com acesso à internet: 84%.

Pensando nisso, o iGdeias convidou o coordenador da pesquisa TIC Domicílios e analista de informações do Cetic.br|NIC.br, Fábio Storino, para debater os impasses para o acesso à internet no Brasil. Por que 18% dos domicílios brasileiros ainda não estão conectados no nosso país?

A transmissão ocorrerá nos canais oficial do Portal iG no YouTube , Facebook , LinkedInTikTok e Twitter , a partir das 12 horas.

A live será mediada pelos repórteres do Brasil Econômico, João Vitor Revedilho e Dimítria Coutinho.

A pesquisa TIC Domicílios também revela que a desigualdade acontece no dispositivo utilizado para acessar a internet. Em todo o Brasil, 64% dos usuários de internet acessavam a rede apenas através do celular, taxa que cresceu bastante nas camadas mais pobres da sociedade.

Entre usuários das classes D e E, 89% acessavam a internet apenas pelo celular; na classe C, eram 67%; na classe B, 33%; e na classe A, 32%.

Fonte: IG ECONOMIA

Continue lendo

MAIS LIDAS