65 99230 9678 | 65 3055 2070

CUIABÁ

BRASIL

Moro afirma Bolsonaro é o culpado pela falta de autonomia da PF

Publicados

BRASIL


source
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
Lula Marques / Fotos Públicas

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro

ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) novamente atacou o  presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista, o ex-ministro alega que a falta de autonomia que a Polícia Federal enfrenta é culpa do atual presidente da República. Segundo Moro, ‘ninguém mais é preso’.

“A Polícia Federal não tem hoje a mesma autonomia que tinha na época da Lava Jato. Tanto que as operações de investigação por crimes de corrupção caíram abruptamente e praticamente não se vê mais ninguém sendo preso. Isso por conta em parte do presidente da República, que não dá essa autonomia, e porque há esse clima desfavorável de investigações de corrupção, um clima de intimidação, que vem de parte de outros Poderes”, afirma o presidenciável.

Um dos representantes da ‘terceira via’, Moro ressaltou que não se arrepende de ter assumido o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, pois, durante a sua passagem pela pasta, sua conduta foi “fiel ao meu projeto, princípios e valores”.

Mesmo com a valorização do seu trabalho à frente do ministério, o ex-juiz disse que tem “muito orgulho de ter deixado o governo” e que foi “a melhor decisão que eu tomei”.

Leia Também

“Eu tinha razões para permanecer. Não podia deixar o governo antes de o projeto anticrime ser votado. A Câmara inseriu modificações que pioraram o projeto e resolvi ficar até o veto presidencial. Foi um dos momentos no qual o presidente traiu o país e deixou de vetar alterações desse projeto que eram contrárias às suas promessas eleitorais”, explica.


Moro aproveitou para alertar que a Polícia Federal pode estar “em mãos erradas” e que há a possibilidade da corporação “ser utilizada em detrimento da população. Quando o presidente passou por cima de mim e trocou o diretor, acabaram as razões que justificavam a minha permanência e eu saí”.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

BRASIL

Dom e Bruno: PF descarta envolvimento de suspeito que se entregou

Publicados

em

source
Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira
Divulgação

Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que não há indícios de que Gabriel Pereira Dantas, que se entregou voluntariamente à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira , tenha envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips. A informação é da Agência Brasil.

Ele afirmou ter participado das mortes e teve sua prisão temporária requerida pela Polícia Civil, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, indeferiu o pedido.

“Ainda na data de ontem, a referida pessoa foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado. Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, detalhou a PF, em nota à imprensa.

Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Ele alegou ter pilotado o barco usado pelos suspeitos no crime. No fim da tarde de quinta-feira, ele havia sido transferido para o 77º Distrito Policial para a Polícia Federal.


Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

Dantas alegou à polícia que havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. Na nota, a PF afirma que as investigações do caso prosseguem.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Continue lendo

MAIS LIDAS