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Mente poderosa: saiba como realizar seus desejos

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Mente poderosa: saiba como realizar seus desejos
Redação João Bidu

Mente poderosa: saiba como realizar seus desejos

Você sabia que o primeiro passo para concretizar um sonho é acreditar que você poderá realizá-lo? Mas esse pensamento precisa ser verdadeiro, pois deve ter certeza de que terá condições de realizar o seu objetivo em breve! Isso acontece, por exemplo, com a pessoa doente que acredita na sua cura. Assim, é bem mais fácil que ela sare mais facilmente que outra que pensa que vai ficar sempre desse jeito. Mas não é só em relação à saúde que você deve usufruir do poder de sua mente: use-o para atingir seus objetivos pessoais, financeiros, amorosos…

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Veja a seguir como usar a sua mente poderosa para realizar seus desejos :

No dia a dia

Veja algumas ideias para exercitar o poder da sua mente:

  • Uma boa sugestão é colocar imagens que representam os seus sonhos em lugares em que poderá ver sempre em sua casa. Assim, toda vez que passar por elas vai pensar em tudo o que alcançará em breve.
  •  Faça uma lista dos seus grandes objetivos, colocando o que quer e o porquê. De vez em quando, leia essa lista e imagine seus desejos realizados. 
  •  Quando puder, deixe um tempo para sonhar acordado(a). Imagine a sua vida da forma que deseja que ela seja e aproveite a sensação boa que isso lhe causar. 
  •  Cultive sentimentos e emoções saudáveis. Procure se sentir em paz e com alegria o maior tempo possível. 
  •  Não deixe sua vida e seus desejos em segundo plano. Valorize-se!
  •  Seja uma pessoa otimista e sempre pense positivo. 
  •  Tire do seu vocabulário palavras como “nunca” e “impossível”.
  •  Esqueça qualquer coisa que faça você diminuir a sua confiança
  •  Evite falar mal do que não deu certo. Procure valorizar aquilo que a vida lhe dá de positivo. 
  •  Acredite em você mesmo(a) e em sua força interior.

Use a imaginação

O primeiro passo para começar a acreditar na sua força do pensamento é agir como se já tivesse alcançado o seu desejo. Ao imaginar essas situações, você se torna mais confiante e capaz de tornar o seu sonho realidade. Mas lembre-se: se não tiver certeza de que vai conseguir, o seu pensamento não será válido. Então, mande embora qualquer desconfiança ou dúvida que passar pela sua cabeça.

Lei da Atração

Há estudos que se referem à força da mente como “ Lei da Atração ”. Segundo essa teoria, todas as coisas que existem no universo possuem uma energia própria que é irradiada para todos os lados. E essa energia é capaz de atrair aquilo que possui uma vibração parecida. Por isso, quando você pensa em algo bom atrai coisas positivas.

Acabe com o “não”

Quando alguém lhe pede algo, por exemplo: “não pense em sua mãe”, instintivamente, a primeira imagem que vai passar pela sua cabeça é a da sua mãe. Isso porque o nosso cérebro não entende o “não” em um primeiro momento. 

Portanto, quando você pensa coisas como “Não ficarei nervoso(a) durante a entrevista”, o seu inconsciente vai entender que você vai ficar nervoso(a) nessa situação. O mesmo acontece quando você diz “Não vou perder o ônibus”, “Não quero que chova”, etc. 

O ideal nesses dois casos é pensar “Vou pegar o ônibus” ou “Quero que o tempo fique limpo”. Com essa pequena mudança de comportamento, você vai começar a perceber a importância do pensamento positivo. 

Exatidão

Para acentuar o seu poder da mente, outra medida é explicar exatamente quais são os seus desejos. Não adianta simplesmente dizer que quer ganhar mais dinheiro. Antes, você precisa compreender que suas ações o(a) levarão para o sucesso financeiro. 

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Portanto, acredite que se mostrar competência e esforço nas suas atividades, poderá ser recompensado(a) com um salário melhor e mais justo. Com isso, com certeza, melhorará sua situação financeira. 

É preciso agir

Além de todas as medidas acima, você precisa colocar as mãos à obra. Ficar apenas esperando que as coisas aconteçam não é a melhor saída. Faça a sua parte! 

Procure agir em busca da concretização dos seus sonhos. O poder de sua mente poderá abrir os caminhos para a realização dos seus desejos, mas você precisa aproveitar todas as oportunidades que aparecerem em sua vida, sem ficar apenas esperando. 

Sem pessimismo

Enquanto pensar em coisas alegres atrai boas vibrações, imaginar situações ruins pode ter o efeito contrário. Então, evite os casos abaixo: 

• Acreditar que tudo tem apenas dois lados. Por exemplo, se determinada pessoa não é simpática com você, é porque lhe odeia. Pense que simplesmente ela não o(a) conhece bem o suficiente para conversar;

• Outra atitude a ser excluída da sua vida é pensar o seu futuro de forma negativa, ou seja, que nada que fizer vai dar certo;

• Mais uma forma errada de pensamento é acreditar que se uma coisa deu errado, todas as outras também darão. Procure raciocinar que uma situação é diferente da outra e que os resultados podem mudar;

• Achar que você atrai coisas negativas é algo que precisa ser totalmente abolido da sua mente. Sabe aquela conversa de que “toda vez que eu saio de casa sem guarda-chuva cai um temporal…”? Esqueça, já!

• Pare de acreditar que, mesmo pensando positivo, as coisas não mudarão e vão dar errado.

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    Fonte: IG Mulher

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    Carmen Costa a Ludmilla: espetáculo homenageia cantoras negras do país

    Publicados

    em

    Bernardo Cartolano

    “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino” homenageia 13 cantoras negras que fizeram história na história da música do país

    Cobrir um século da presença das mulheres negras na música brasileira não é uma tarefa fácil. Ao longo desse período, muitas se destacaram e ficaram marcadas para sempre na cultura do país – cada uma em seu período histórico e dentro de um gênero musical diferente. Agora, 13 dessas artistas serão homenageadas em seis espetáculos antológicos em “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, que estreia nesta quinta-feira (30) no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

    A vida e obra de Elza Soares, Alcione, Alaíde Costa, Ludmilla, Margareth Menezes, Iza, Sandra de Sá, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Dolores Duran, Carmen Costa, Elizeth Cardoso e Tati Quebra Barraco serão encenadas e debatidas no palco. Cada espetáculo esmiúça a vida de duas artistas (exceto no espetáculo seis, que homenageia três delas), que são separados por contexto histórico-cultural em que cada uma esteve imersa. Os episódios tem apresentação da artista Veronia Bonfim.

    A divisão dos seis espetáculos é feita da seguinte forma: a era de ouro do rádio; samba, terreiro e ancestralidade; samba-canção e bossa-nova; do samba ao jazz; do soul ao afropop; e novas gerações. Cada um conta com participações especiais de cantoras (das homenageadas, Alaíde Costa, Sandra de Sá e Margareth Menezes participam) e intelectuais que participam de debates com o público na metade das apresentações.

    Ao iG Delas, Menezes afirma que foi impactada pelo resultado, uma sensação que foi além da reverência que recebeu. “Assistir a essa maravilhosa homenagem feita a mim e à gigante Sandra de Sá me deixou muito feliz e emocionada”, afirma a cantora, que é homenageada ao lado de Sá no quinto espetáculo, que retrata o soul e o afropop.

    Histórias de pioneirismo

    O idealizador, diretor e um dos dramaturgos do projeto, Gustavo Gasparini afirma que teve a ideia de criar o espetáculo como forma de discutir a mulher negra na sociedade a partir das histórias das cantoras pretas brasileiras. A dramaturgia também é assinada pelo jornalista e realizador cultural Rodrigo França.

    “Essas mulheres negras tiveram uma relevância além do talento musical e artístico de cada uma”, explica Deborah Medeiros, que assina a supervisão de representações raciais e de gênero da peça. “Elas estavam em uma posição em que não eram esperadas e só foram admitidas nesses espaços porque também existia uma excepcionalidade e conjunções históricas que tornaram possível a carreira delas”.

    “Vozes Negras” busca não apenas celebrar as artistas, mas também evidenciar a trajetória pessoal de cada uma e debater sobre racismo, africanidade, feminismo negro, ancestralidade e a influência dessas estrelas dentro dos movimentos negros e na constituição da educação antirracista. Para os autores e a consultora, é também uma ferramenta política e de diálogo sobre raça.

    Medeiros contextualiza que as artistas negras tinham competência, mas tinham investimentos, acessos e pagamentos diferenciados – algo que, ela afirma, pouco mudou com o passar dos anos.

    “Você não tem a mesma disponibilidade das instituições e patrocínio para as artistas negras no campo da música baiana, por exemplo, como Margareth Menezes. O que difere é que hoje, dado à pressão e organização de movimentos negros em todos os campos, há uma pressão para que essas pessoas fiquem mais visíveis”, aponta

    Como destaque do racismo nessas trajetórias, Gasparini cita como exemplo Alaíde Costa e Dolores Duran, homenageadas da bossa-nova, considerado um movimento cultural elitista. “O racismo que elas sofreram foi muito mais violento. No caso de Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus, que se situam no terreiro, o racismo é menos forte porque estavam em um ambiente negro do samba; mas tem o sexismo: as famílias não curtiam que elas cantassem samba para os outros, só no seio familiar”, explica.

    O diretor também destaca Elza Soares e Alcione, que são homenageadas no espetáculo sobre samba e jazz: “São histórias de mulheres poderosas, mas diferentes. Alcione talvez seja a cantora negra mais empoderada da história da música brasileira. Ela tinha uma estrutura familiar muito forte que dava segurança a ela. Elza conquistou milhões de coisas e perdeu na montanha-russa com o Garrincha. A família dela era mais disfuncional, digamos assim. Mas as duas são gigantes. É interessante ver a história delas caminhando juntas”.

    França destaca Carmen Costa e Elizeth Cardoso, as damas negras da era de ouro do rádio. “Elas mexem muito comigo porque nunca negaram sua negritude em uma época que, por conta da estrutura da sociedade e da indústria, tiveram que embranquecer sua estética. Ainda temos resquícios dessa estrutura”, aponta.

    “Dona Ivone Lara foi referência. Minha mãe e meu pai colocavam para a gente ouvir na vitrola de domingo. Também não dá para negar a contribuição de Margareth Menezes, essa orixá viva”, acrescenta o dramaturgo.

    O reconhecimento do pioneirismo dessas mulheres também é presente. Por exemplo: Dolores Duran é considerada até hoje a mulher mais gravada da história da música brasileira, mesmo 60 anos depois da morte dela. está sempre presente. “Dolores foi a mulher que começou a compor. Tinha existido Chiquinha Gonzaga, Carmen Costa escreveu uma ou outra, mas Dolores se tornou a grande compositora”, aponta Gasparini.

    França acrescenta que os espetáculos são uma oportunidade de potencializar a importância das mulheres representadas em cena. “Infelizmente, a cultura negra brasileira é invisibilizada, apagada e muitas vezes embranquecida ou que nunca tiveram seu contexto racial dito. Só é possível avançar tendo consciência das nossas raízes, que é algo relacionado às filosofias africanas”, aponta o dramaturgo. “Não dá para avançar sem se dar conta dos legados de nossas ancestrais do passado, presente e futuro”.

    Para dar força a essas histórias, foi importante para os dramaturgos escolher apresentar mulheres que não são tão conhecidas pelo grande público. Gasparini aponta que cada cantora viveu momentos muito diferentes. Foi o que o motivou a chegar na organização da série e, ao mesmo tempo, reverenciar os feitos de cada uma. “Falar delas é fazer justiça num país que não tem memória”.

    A atriz Vanessa Brown, que compõe o elenco da peça interpretando Sandra de Sá, afirma que é uma representação a todas as mulheres negras do país que, muitas vezes, não têm espaço para falar ou ser escutadas. “É uma honra poder participar falando dessas mulheres negras e representando com mulheres negras incríveis em cena”, aponta.

    Discussão política

    Em “Vozes Negras”, os debates não acontecem depois que o espetáculo acaba, mas mais especificamente no terço final das peças, de acordo com Medeiros. Gasparini se inspirou livremente no Teatro Fórum, uma modalidade elaborada pelo diretor brasileiro Augusto Boal. A contribuição mais reconhecida dele é a criação da metodologia do teatro do oprimido, que une a linguagem do teatro com ação social.

    “Queria que o espetáculo fosse além do entretenimento”, explica o diretor. “Então, há uma conversa com a plateia para discutir sobre o que ela acabou de ver com uma debatedora. Se pensa sobre o legado dessas mulheres, como elas ajudaram a sociedade a caminhar, o que ainda está em falta, se as problemáticas delas ainda estão presentes ou se foram superadas”.

    Djamila Ribeiro, Erica Malunguinho, Nina Silva, Erika Hilton, Patrícia Santos e Preta Ferreira são algumas das mulheres que atuarão como debatedoras com o público. “As vozes nesse momento passam a ser de uma mulher contemporânea intelectual e da plateia”, pontua Gasparini.

    Medeiros complementa que há uma força ainda maior quando esse contato é feito por meio de mulheres negras. “A gente não quer falar de racismo e não quer marcar as identidades raciais. Quando o espetáculo convida mulheres negras com narrativas interessantes e dá o microfone para elas, é algo de uma potência incrível. O Brasil não está acostumado a ouvir mulheres negras nessa localização, muito menos fora”.

    França acrescenta que essa interação é uma oportunidade de fazer ecoar vozes não apenas sobre os envolvidos na produção do espetáculo, mas de espectadoras e espectadores negros que têm suas vozes silenciadas devido às estruturas e questões históricas brasileiras.

    O realizador cultural acrescenta ainda a influência do teatro negro do Rio de Janeiro em todo processo: “Para fazermos uma análise plena do que a sociedade é, é preciso racializar. Por mais que seja um teatro musical, ao qual muitas pessoas enxergam como entretenimento sem obrigação de provocar reflexão, esse projeto reflete sobre o papel das pessoas negras e das pessoas não negras dentro da sociedade”, começa.

    “É impossível fazer qualquer análise da sociedade brasileira que não passe pela racialização, seja teatro, cultura, economia, riqueza, cinema… Se queremos discutir de uma maneira plena e responsável, é preciso racializar. É um espetáculo que, ao mesmo tempo, conta histórias de personagens e a nossa própria história”, finaliza.

    Para Medeiros, existe um poder político fundamental na estrutura do teatro crítico, presente na discussão de ideias entre público e artistas, em conseguir fazer com que as informações alcancem um grande número de pessoas. Com isso, a consultora afirma que o que foi discutido é capaz de causar impacto e reflexão, mas também mudanças no entorno de quem estiver presente enquanto público.

    “Falar sobre raça ainda causa impacto porque trazemos para a discussão pautas que estão muito soltas e desarrumadas. Quem sabe provocando discussões, aquela pessoa saia dali e não fique só nos aplausos, emoção ou no desfrute no espetáculo. Quem sabe possa ser transformador para que possam adotar práticas antirracistas de fato”, afirma Medeiros.

    Os capítulos de “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino” são apresentados de quinta a sábado até 7 de agosto, com ingressos entre R$ 25 e R$ 150 . Todos os domingos, há transmissão pelo Teatro Sérgio Cardoso Digital, que pode ser assistida pelo site ou aplicativo do #CulturaemCasa.

    Fonte: IG Mulher

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