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Janaína critica candidatura de Damares: ‘Bolsonaro quer vassalos’

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Janaina Paschoal
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Janaina Paschoal

A declaração do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (sem partido) pode disputar o Senado por São Paulo  desagradou pré-candidatos que esperavam contar com o apoio do presidente e dividiu ainda mais o palanque na direita no maior colégio eleitoral do país.

O cenário é parecido com o que se vê no governo estadual, onde o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, antigo aliado do presidente, disputa o eleitorado bolsonarista com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

Deputada estadual mais votada da história do país, Janaína Paschoal (PSL) esperava o apoio de Bolsonaro para concorrer ao Senado, isso mesmo após romper com presidente e se tornar crítica de seu governo, já tendo dito em redes sociais que o mandatário parecia filiado ao PSOL. Nos últimos meses, no entanto, para viabilizar o apoio, a parlamentar voltou a acenar para a base bolsonarista e começou a trabalhar por uma aliança com Tarcísio.

Ao comentar o convite a Damares, Janaína disse que Bolsonaro gosta de prejudicar a direita. Já fez isso em 2020 está fazendo de novo, declarou:

— Ele (Bolsonaro) quer vassalos. Nada além disso. E ele sabe que eu não sou — disse a deputada, que ainda criticou a escolha da ministra. — É preciso lembrar que o Senado é a casa em que o estados são representados. Quanto às pautas conservadoras, para defendê-las, é preciso bem mais do que dizer que menina veste rosa e menino veste azul — afirmou ela, em referência à polêmica frase dita pela ministra em 2019.

Segundo Janaína, a pré-candidatura está mantida mesmo sem o apoio do presidente:

— Eu anunciei minha pré-candidatura bem antes, não pedi aval, nem apoio de ninguém — afirmou a deputada, que vai deixar o PSL nos próximos meses. — Só me querem para puxar os candidatos escolhidos pela cúpula.

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O novo partido ainda não está definido, mas ela adianta que não quer estar amarrada a candidato nenhum. Sobre um possível apoio a Sergio Moro, candidato do Podemos, afirmou que admira o que ele fez pelo Brasil, mas ainda é preciso ver suas propostas.

A entrada de Damares na disputa também dificulta o caminho de Paulo Skaf (MDB), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cujo nome tem sido cotado para disputar o Senado com o apoio do presidente.

Ainda assim, aliados de Skaf avaliam que é cedo para que ele fique fora dos planos para uma eventual chapa com o ministro Tarcísio como candidato a governador. Embora não seja um nome que entusiasma a militância bolsonarista como a ministra Damares com seus discursos inflamados de radicalismo e esteja enfraquecido após deixar a presidência da Fiesp, Skaf é visto na direita como um nome capaz de atrair o apoio do empresariado, o que poderia ser um ativo.

Há alguns meses, Skaf sonhava ainda, segundo empresários, em disputar o governo de São Paulo com apoio de Bolsonaro, mas viu o presidente passar a estimular a candidatura de Tarcísio.

Com a queda de popularidade do presidente e sem avanços significativos na agenda liberal de Guedes, Skaf começou a procurar caminhos diferentes e cogitou se filiar ao PSD, embora nunca tenha criticado publicamente o governo, já que nunca descartou uma aliança com Bolsonaro.


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RJ: Casal de idosos é morto a facadas no Jardim Botânico

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Felipe Coelho e os pais
Instagram/@felipecoelhomusic

Felipe Coelho e os pais

Um casal de idosos foi encontrado morto a facadas, na madrugada deste sábado (25), em um apartamento no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo informações do jornal O Globo, os corpos de Geraldo Pereira Coelho, 73, e Oselia da Silva Coelho, 72, foram encontrados no sofá-cama da residência. O genro deles, o oficial da Marinha Cristiano da Silva Lacerda, é o principal suspeito do crime. Ele foi encontrado também ferido dentro da cama-baú do quarto do ex-namorado e filho das vítimas, Felipe Coelho.

Cristiano foi preso em flagrante e está internado sob custódia no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, na mesma região. A provável causa do crime seria ciúmes e a investigação segue pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Em entrevista ao jornal carioca o filho do casal contou que conheceu Cristiano há cerca de dois anos, no começo da pandemia. Felipe, que é professor de inglês, residia em Fortaleza na época e se mudou para o Rio de Janeiro por conta do namorado.

Desde o começo da relação eles moravam juntos no apartamento onde ocorreu o crime. Segundo Felipe, em abril, no último carnaval, Cristiano deu um tapa no rosto e um soco no peito do professor de inglês. As agressões motivaram o término do relacionamento, contudo, o militar  continuou morando no imóvel enquanto procurava outro local.

Filho postou homenagem aos pais nas redes sociais

Neste sábado (25), Felipe postou uma foto junto com os pais, no Cristo Redentor, – ponto turístico do Rio de Janeiro -, e deixou uma breve homenagem.

“Pra sempre juntos, nos braços do Pai. Meus amores eternos. Nada vai apagar esse amor. Te amo, pai. Te amo mãe”, escreveu.



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