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INSS vai reduzir número de atendimentos para perícia médica

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Redação 1Bilhão Educação Financeira

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu por tempo indeterminado a realização de perícias médicas necessárias para revisão do benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. A suspensão, que começa no dia 24, se deu em virtude do aumento de casos de Covid-19 no país, inclusive entre médicos peritos, segundo a Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP). De acordo com a portaria, o número de atendimentos diários por médico perito será reduzido de 15 para 12 pessoas.

“Enquanto durar o estado de emergência de saúde pública de relevância internacional a perícia vai trabalhar com uma jornada de trabalho diferenciada como todos os trabalhadores do Brasil estão fazendo”, afirma Francisco Eduardo Cardoso Alves, vice-presidente da ANMP.

“A redução de atendimento para 12 segurados por dia representa uma redução de cerca de 25% no fluxo da Agência da Previdência Social (APS) diariamente, o que é compatível com as políticas de redução de aglomeração”, acrescenta.

Segundo o INSS, as perícias suspensas serão remarcadas para o segundo semestre. A autarquia garantiu que os segurados afetados pela suspensão das perícias continuarão recebendo os benefícios normalmente.

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Procurado, o INSS não respondeu quantos médicos peritos estão afastados do trabalho por conta de Covid-19 e também se a redução nos atendimentos diários fará com que a fila de espera fique ainda maior.

Balanço

Dados atualizados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que o EXTRA teve acesso mostram que 1.838.459 pessoas continuavam na fila virtual em novembro. O balanço apresentado em julho pelo órgão mostra que havia 1.844.820 pessoas na fila. Ou seja, em quatro meses, apenas 6.361 pessoas tiveram uma resposta aos seus pleitos.

O maior número de requerimentos é de Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) à pessoa portadora de deficiência de baixa renda, com 630.668; seguido de aposentadoria por idade (297.553) e de aposentadoria por tempo de contribuição (262.393).

Salário-maternidade figura entre os cinco maiores pedidos, com 186.516 solicitações. Hoje, na fila existem outros 128.748 à espera do BPC voltado a idosos desde que comprovem baixa renda. Outras 158.033 pessoas esperam por uma resposta em relação à pensão por morte.

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Volkswagen coloca três mil funcionários em férias coletivas em SP

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Fábrica da Volkswagen
Divulgação/Volkswagen

Fábrica da Volkswagen

Pela segunda vez este ano, a  Volkswagen está colocando em férias coletivas trabalhadores da planta de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em função da falta de peças e  componentes eletrônicos para finalizar a produção dos veículos. Desta vez, serão três mil metalúrgicos, que ficarão fora da fábrica por dez dias, desta segunda-feira (27) até 7 de julho.

A montadora já havia colocado cerca de 2,5 mil metalúrgicos, da mesma unidade, em férias coletivas, por 20 dias, em maio, por problemas na cadeia de fornecimento de peças. Na fábrica do ABC são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro.

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A Volks conta com cerca de 8,2 mil trabalhadores no país, sendo 4,5 mil na produção. No ano passado, a montadora também anunciou diversas paralisações pela mesma razão. A montadora confirmou que concederá férias coletivas, em razão da falta de semicondutores.

O coordenador-geral da representação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na Volks, José Roberto Nogueira da Silva, lembra que a falta de componentes tem impactado não só o ramo automotivo, mas todo setor industrial brasileiro.

“Toda a indústria nacional vem sendo impactada. A falta de política industrial e de desenvolvimento no país tem causado a desestruturação da cadeia produtiva nacional”, afirma.

O dirigente sindical lembrou que há um acordo entre a montadora e os trabalhadores prevendo situações como essa, o que dá previsibilidade aos funcionários.

Se a pandemia atrapalhou as operações de diversas montadoras pelo mundo, a invasão da Ucrânia pela Rússia também afetou as operações da Volkswagen e de outras marcas. A Volks, por exemplo, teve que suspender a venda de modelos híbridos plug-in por falta de componentes. A falta de chicotes elétricos, que eram feitos na Ucrânia, atrapalhou a produção dos elétricos ID.3, ID.4 e ID.5 da VW, assim como do Audi Q4 e-tron.

Até o início de junho, a falta de semicondutores já tinha provocado pelo menos 16 paralisações de fábricas este ano. No período, 150 mil veículos deixaram de ser produzidos, segundo balanço da Anfavea, a associação que representa as montadoras.

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