65 99230 9678 | 65 3055 2070

CUIABÁ

Mulher

Imagem de mulher trabalhando com recém nascido choca Internet

Publicados

Mulher


source
A legenda em branco diz que a imagem tem circulado no Facebook e o fato fez estômago da pessoa se revirar. O rosto da mãe foi censurado.
Captura de tela do fórum do Reddit Reddit

A legenda em branco diz que a imagem tem circulado no Facebook e o fato fez estômago da pessoa se revirar. O rosto da mãe foi censurado.

A foto registrada nos Estados Unidos, de uma mãe trabalhando enquanto segura o seu recém nascido tem circulado na internet causando grandes debates. Postada originalmente no forum Reddit, a pessoa que publicou a imagem contou que encontrou a foto no Facebook e decidiu repostar, pois a legenda original “revirou o seu estômago”.

De acordo com essa legenda, foi pedido autorização da mulher para tirar a foto e que decidiu publicá-la como forma de inspiração para outras mães. 

“Outro dia, eu estava na BP e vi essa senhora. Ela era a caixa. E ela estava cuidando de seu bebê com tanta paciência, tão bem e com tanto amor. Tudo enquanto trabalhava. Alguns podem franzir o rosto em aborrecimento sem sentido, alguns podem julgar. Mas eu, sendo a mãe que sou, vi esperança, inspiração e motivação. Mas mais do que tudo, uma mãe AMOROSA disposta a se sacrificar. Motivação para outras mães” e “ela merece reconhecimento”, escreveu a pessoa do post no facebook. 

No entanto, as opiniões de diversos internautas divergiram bastante sobre o  acontecido ser algo motivador, muitas pessoas  acabaram afirmando que situação era na verdade um completo absurdo.

“Nada diz motivacional como enquadrar os fracassos do capitalismo como uma história agradável. Espero que o funcionário não tenha problemas à medida que isso se espalha”, comentou um usuário do Reddit.

Leia Também

Leia Também

Alguns  também apontaram a situação da mãe como resultado de desigualdades sociais e a falta de um salário digno. 

“Isso não é motivação. Isso não está sendo pago o suficiente para pagar cuidados infantis”, declara um dos usuários. 

No contexto brasileiro, segundo o IBEG existem cerca de 11 milhões de mães solos no Brasil, mulheres que tem que arcar com as responsabilidades dos filhos e da casa sozinhas, as quais são mais vulneráveis ao desemprego e a salários mais baixo. Tendo a sua situação agravada durante a pandemia, por não terem mais onde deixar os seus filhos enquanto trabalham. 

Fonte: IG Mulher

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Mulher

O que a ciência diz sobre os homens alfa?

Publicados

em

source
Personagens peaky blinders são as grandes inspirações para o movimento
Reprodução/ Pinterest

Personagens peaky blinders são as grandes inspirações para o movimento

Você já ouviu falar dos homens alfa? A nomenclatura tem ganhado cada vez mais força na internet durante última década, especialmente em plataformas digitais como o YouTube e o TikTok, onde homens aparecem dando dicas sobre masculinidade e relacionamentos, muitas vezes até mesmo vendendo cursos sobre esses assuntos. O que não seria um problema, se não fosse pela constante presença de discursos machistas, gordofóbicos e de ódio às mulheres. 

Declarações como a do influencer Gabriel Breier, que já falou abertamente que “Eu não treino de segunda a segunda, me cuido, faço dieta para ficar pegando mina com circunferência abdominal larga” e “Outra coisa também é a mina não querer tomar o seu leite. Isso é falta de respeito, mano”, não são incomuns. 

Outro ponto constantemente abordado pelos criadores de conteúdo “alfa”, são as dicas de como seduzir mulheres, que por muitas vezes usam generalizações depreciativas ao gênero feminino. Obviamente que nem todo o canal que se propõe a falar sobre masculinidade e relações amorosas são negativos, mas a crescente presença de grupos de ódio às mulheres na internet tem preocupado especialistas.

Segundo o psicanalista Leandro dos Santos, esta é uma questão de saúde pública, especialmente por esse discurso atrair garotos jovens, que possuem muitas vezes problemas emocionais e de socialização, que deveriam ser tratados com terapia e não na internet. 

“Qualquer canal que se propõe a falar de coisas relacionadas à saúde mental, eu acredito que deveria ter um amparo ou uma consultoria profissional especializada. Porque de fato, o que eu percebo, é que os jovens vão procurar informação e aconselhamentos em questões às vezes muito complexas, que precisariam  de um profissional”, diz o especialista. 

Mas será que o homem alfa existe cientificamente? 

Apesar de os produtores de conteúdo usarem argumentos que podem parecer à primeira vista como “científicos”, como dos homens das cavernas, instinto masculino ou afirmarem que um comportamento “dominante” masculino é algo biológico. A ciência de fato afirma que, para os humanos, não existe algo como homens alfa. Leandro dos Santos fala, inclusive, que isto não passa de um mito contemporâneo, não muito diferente do ideal do “príncipe encantado”. 

“Essa é uma invenção contemporânea. Eu até ousaria dizer que é um sinal dos nossos tempos, poderia até ser considerado inclusive uma variação do príncipe encantado. Esse homem alfa, seria poderoso, acima da média, que satisfaz todas as mulheres, um parâmetro para os outros homens. Entretanto, isto não existe, é apenas o imaginário das pessoas”, explica Santos.

O psicanalista também alerta sobre como a construção desses ideiais e expectativas de masculinidade pode ser prejudiciais para os próprios homens, especialmente para os mais jovens, que podem acabar sendo capturados por grupos extremistas, como os Incel, grupo de homens celibatários involuntários que colocam a culpa de suas frustrações sexuais nas mulheres. 

“Esse é um sintoma de uma doença social, esse novo lugar para a masculinidade me preocupa como psicanalista, em como pode ser tóxico para os mais jovens. Um menino não pode ficar preso nesses ideais de grupo dos homens. Ele precisa criar uma masculinidade própria”, alerta o profissional. 

Discurso de ódio na internet

O machismo não é algo novo na sociedade, esse problema social vem se perpetuando durante séculos e está muito longe de acabar. Contudo, com a internet ele vem ganhando um novo espaço e novas características. De acordo com a socióloga e pesquisadora, especializada no estudo sobre gênero, Rosane Oliveira, a internet traz consigo algumas novidades, como o poder de difundir ideologias em grande escala e a sensação de impunidade. 

“A internet traz o pensamento de que ela é terra sem lei, onde você pode colocar tudo o que você pensa e que tudo é opinião. Nessa lógica, os discursos de ódio ganham um ambiente adequado para existir, se tornando esses espaços digitais, lugares de perpetuação do machismo em grande escala”,  fala a socióloga. 

A confusão entre liberdade de expressão e discurso de ódio são uns dos principais problemas na internet. Por ser possível usar a frase “esta é a minha opinião”  em qualquer situação, mesmo quando a pessoa compartilhe conteúdos ofensivos e até mesmo criminosos. Juntamente com a cultura do “mimimi”, em que qualquer violência é deslegitimada e tratada como exagero. 

“Se tudo é mimimi e opinião, não existem culpados e nem vítimas. Então qual é o problema em cometer bullyng? Por exemplo, a internet vai descortinar o ódio das pessoas, especialmente depois da posse do Presidente Bolsonaro, naquele momento as pessoas sentiram que receberam carta-branca para o ódio”, afirma a pesquisadora. 

Outro fator que colabora para a disseminação desses discursos é a busca por visualizações e curtidas. É perceptível que na sociedade do espetáculo, pessoas apareçam dispostas a escandalizar e ofender quem está a sua volta em troca de conseguir visibilidade. 

“A nossa principal hipótese é que esta é uma tentativa brutal por visualizações, revelando quem de fato essa pessoa é. A misoginia mostrada no ambiente digital é muito bem articulada, a pessoa quando fala coisas preconceituosas ela sabe o que esta falando e quando alguém a crítica, ela diz que esta é apenas a opinião dela”, conclui Oliveira. 

Amor e ódio pelas as mulheres 

Embora as mulheres sejam o objeto de desejo dos homens alfa, ao ponto de eles estarem buscando estratégias e técnicas de atraí-las, é contraditório que as mesmas também sejam alvo de ódio e repulsa. O psicanalista Leandro dos Santos explica que essa relação contraditória já foi estudada por Freud.  

“O homem no campo amoroso, muitas vezes precisa degradar a mulher, ou seja, ele precisa de alguma maneira rebaixar a mulher para ele sentir desejo por ela.  É  um fenômeno muito comum na mente masculina. Então, na verdade, eu acredito que quando a mulher representa uma ameaça, até em termos inconscientes, ele reage tentando se ‘defender’, uma defesa contra o próprio desejo. Os homens precisam entender que eles têm que amar as mulheres, que elas merecem ser amadas. Você até pode brincar de  amor e ódio na cama, mas isso é diferente de uma relação abusiva. Questões como essa precisam ser tratadas na análise”, diz o profissional. 

Além da relação de amor e ódio do subconsciente masculino, o especialista também pontua sobre como os traumas e históricos da infância refletem nas relações mesmo depois  da vida adulta. 

“A história e o passado  da pessoa têm ligação com o presente, a ideia de uma boa análise é ressignificar esse passado para não ficar só preso nessa chave do ódio com as mulheres”, esclarece Leandro.

Agora você pode acompanhar todos os conteúdos do iG Delas pelo nosso canal no Telegram. Clique no link para entrar no grupo. Siga também  o perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mulher

Continue lendo

MAIS LIDAS