Lucas do Rio Verde
Entidades e produtores discutem medidas de controle de praga na cultura do milho
Pesquisadores, representantes de entidades ligadas à produção de alimentos e produtores rurais da região estiveram em Lucas do Rio Verde, nesta terça-feira (25), para averiguar a situação de uma praga na cultura do milho.
O encontro foi promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outras entidades do setor. O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, e secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Suzana Romancini, estiveram presentes.
De acordo com o vice-presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, desde o ano passado a entidade vem acompanhando o avanço da cigarrinha-do-milho em várias regiões do Estado. “Estamos trazendo o Mapa, Indea e Embrapa para conhecerem de perto o problema que vem tirando o sono do produtor. Nada melhor do que eles verem in loco as dificuldades enfrentadas pelos agricultores, para que assim possamos debater e chegar a um ponto em comum no manejo dessa praga”.
Em Lucas do Rio Verde, a comitiva visitou quatro propriedades que já registraram a presença da cigarrinha-do-milho. No período da tarde, pesquisadores, entidades e produtores realizaram um debate no auditório do Sindicato Rural, com o objetivo de definir estratégias de combate a praga.
Após a discussão, ficou acordado entre os presentes evitar o plantio do milho na primeira safra por um ano, sendo permitido apenas o cultivo na segunda safra, como já é feito na maioria das propriedades.
Outra alternativa que deve ser seguida é um controle mais eficaz do milho tiguera. Para isso, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado Mato Grosso (Indea) poderá emitir notificação aos produtores, mas sem multa, apenas reforçando a necessidade do manejo adequado.
“O que precisa ser feito? Não existe uma única técnica, mas o manejo tem que ser feito desde o início do plantio, à medida em que são implementados esses cuidados o produtor vai aprendendo a conviver com o problema”, destacou a pesquisadora em fitopatologia da Embrapa, Dagma Dionísia da Silva.
A secretária de Agricultura e Meio Ambiente ressaltou a importância do apoio das entidades no controle da praga. “Nós recebemos esse convite para participar dessa visita e ver de perto a demanda. Enquanto Secretaria de Agricultura, podemos oferecer apoio, além de auxiliar os produtores naquilo que estiver a nossa altura”, disse Suzana Romancini.
O prefeito Miguel Vaz também manifestou apoio à decisão dos agricultores. “Esse acordo firmado entre as entidades e produtores preza pela sustentabilidade da cultura do milho. Compete ao Poder Executivo apoiar as medidas, garantindo a continuidade da cultura”.
Também estiveram presentes o deputado estadual Gilberto Cattani e representantes da Fundação Mato Grosso, da Fundação Rio Verde, do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde e do Indea. (Com informações Aprosoja-MT)
Lucas do Rio Verde
Projeto da Escola Municipal Cecília Meireles transforma ensino de inglês com experiências lúdicas e culturais
Na Escola Municipal Cecília Meireles, de Lucas do Rio Verde, aprender inglês tem deixado de ser apenas uma disciplina para se tornar uma experiência de descoberta. Com o apoio da Secretaria de Educação, o projeto “Everyday English Course” oportuniza que os alunos aprendam o idioma de uma maneira diferente — lúdica, mais próxima do cotidiano e que amplia o conhecimento sobre a cultura e os costumes dos países de língua inglesa.
A proposta pedagógica surgiu do sonho da professora Jane Ravagnani de dar aos estudantes da escola municipal aquilo que ela mesma não teve na infância: a chance de aprender uma nova língua e ampliar seus horizontes.
“É um projeto muito importante, sobretudo porque permite que essas crianças tenham acesso ao universo da língua inglesa, algo que, muitas vezes, é restrito a famílias com maior poder aquisitivo. Hoje, sabemos que o inglês abre portas para o futuro delas. Quando surgiu a oportunidade de dar aulas em Lucas do Rio Verde, senti um apoio diferenciado do prefeito, da secretária de Educação e do gestor da escola, que viabilizaram a carga horária e os recursos necessários para que o projeto se tornasse realidade”, destacou a professora responsável pelo projeto, Jane Ravagnani.
Diferentemente das aulas regulares, voltadas principalmente para a gramática, as atividades do projeto buscam despertar o interesse genuíno pelo idioma e preparar os alunos para usá-lo em situações reais do dia a dia. Para isso, os estudantes participam de simulações de cenários que exploram como fazer um pedido em uma sorveteria, em um restaurante ou realizar compras no mercado, entre outras habilidades.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Além disso, com o propósito de ampliar o conhecimento cultural dos estudantes, são realizadas chamadas de vídeo com brasileiros que vivem em países de língua inglesa. Dessa forma, os alunos podem conhecer suas experiências, assim como o cotidiano, a cultura e os costumes desses países.
“A atividade que eu mais gostei foi o Supermarket, quando a gente montou um supermercado de brinquedo. Nela, aprendemos os nomes dos produtos de limpeza e das comidas em inglês. É muito importante aprender essas situações que podem acontecer em uma viagem. Eu, por exemplo, sonho em conhecer a Disney, e lá a gente precisa saber falar inglês”, contou a aluna Isabel Cruz.
O aluno Gustavo Castro, de 13 anos, contou que tem aprendido muito com o projeto e que o inglês pode ser essencial para o seu futuro no atletismo. “Eu pratico atletismo, então posso ter várias chances de viajar para fora do Brasil. Para mim, o inglês é maravilhoso, porque abre muitas oportunidades. E eu já aprendi bastante com o projeto.”
Para tornar o aprendizado ainda mais divertido, a professora sugere, ainda, vídeos, jogos on-line, brincadeiras e tarefas de casa. Cada tarefa concluída rende unidades de “Ceci Dólar”, que os alunos podem acumular ao longo do ano e trocar por brindes especiais no encerramento do ano letivo, como pequenas recompensas por toda a dedicação e empenho.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Iniciativas como esta, promovida pela Escola Municipal Cecília Meireles, vão além do ensino da língua inglesa: elas ampliam horizontes, democratizam oportunidades e fortalecem competências essenciais para a vida dos alunos. Ao proporcionar que as crianças e adolescentes luverdenses tenham acesso a experiências significativas de aprendizado, a gestão municipal e a Secretaria de Educação reafirmam seu compromisso de prepará-los para um futuro promissor, repleto de possibilidades e conquistas.
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