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Dólar ultrapassa R$ 5,50 com tensões na Ucrânia e reunião do Fed

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Num dia de nervosismo global por causa das tensões entre Rússia e Ucrânia, o dólar ultrapassou R$ 5,50 e a bolsa caiu quase 1%, voltando a ficar abaixo dos 108 mil pontos. As expectativas em torno da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) nesta semana também influenciaram as negociações.

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (24) vendido a R$ 5,503, com alta de R$ 0,048 (+0,88%). A cotação operou em alta durante toda a sessão, chegando a R$ 5,52 na máxima do dia, por volta das 14h30. O Banco Central (BC) vendeu US$ 500 milhões das reservas internacionais com compromisso de recompra, quando a autoridade monetária pretende comprar o dinheiro de volta daqui a alguns meses.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 107.937 pontos, com recuo de 0,92%. O indicador não resistiu às pressões externas e fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo. Por volta das 14h, o Ibovespa chegou a cair mais de 2%, mas conseguiu diminuir as perdas perto do fim da sessão.

A possibilidade de conflito militar entre Rússia e Ucrânia fez os investidores internacionais comprarem dólares e títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo. Isso aumentou a cotação da divisa em todo o planeta. Os Estados Unidos e o Reino Unido começaram a retirar funcionários das embaixadas na Ucrânia. Alguns países europeus passaram a desaconselhar viagens não essenciais à região.

Paralelamente, o mercado aguarda o resultado da reunião do Fed, que começa amanhã (23) e termina na quarta-feira (24). Os investidores acreditam que o órgão indicará se pretende aumentar os juros básicos da maior economia do planeta a partir de março. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. Desde o início da pandemia de covid-19, os juros básicos nos Estados Unidos estão entre 0% e 0,25% ao ano, no menor nível da história.

*Com informações da Reuters

Edição: Juliana Andrade

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Volkswagen coloca três mil funcionários em férias coletivas em SP

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Fábrica da Volkswagen
Divulgação/Volkswagen

Fábrica da Volkswagen

Pela segunda vez este ano, a  Volkswagen está colocando em férias coletivas trabalhadores da planta de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em função da falta de peças e  componentes eletrônicos para finalizar a produção dos veículos. Desta vez, serão três mil metalúrgicos, que ficarão fora da fábrica por dez dias, desta segunda-feira (27) até 7 de julho.

A montadora já havia colocado cerca de 2,5 mil metalúrgicos, da mesma unidade, em férias coletivas, por 20 dias, em maio, por problemas na cadeia de fornecimento de peças. Na fábrica do ABC são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro.

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A Volks conta com cerca de 8,2 mil trabalhadores no país, sendo 4,5 mil na produção. No ano passado, a montadora também anunciou diversas paralisações pela mesma razão. A montadora confirmou que concederá férias coletivas, em razão da falta de semicondutores.

O coordenador-geral da representação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na Volks, José Roberto Nogueira da Silva, lembra que a falta de componentes tem impactado não só o ramo automotivo, mas todo setor industrial brasileiro.

“Toda a indústria nacional vem sendo impactada. A falta de política industrial e de desenvolvimento no país tem causado a desestruturação da cadeia produtiva nacional”, afirma.

O dirigente sindical lembrou que há um acordo entre a montadora e os trabalhadores prevendo situações como essa, o que dá previsibilidade aos funcionários.

Se a pandemia atrapalhou as operações de diversas montadoras pelo mundo, a invasão da Ucrânia pela Rússia também afetou as operações da Volkswagen e de outras marcas. A Volks, por exemplo, teve que suspender a venda de modelos híbridos plug-in por falta de componentes. A falta de chicotes elétricos, que eram feitos na Ucrânia, atrapalhou a produção dos elétricos ID.3, ID.4 e ID.5 da VW, assim como do Audi Q4 e-tron.

Até o início de junho, a falta de semicondutores já tinha provocado pelo menos 16 paralisações de fábricas este ano. No período, 150 mil veículos deixaram de ser produzidos, segundo balanço da Anfavea, a associação que representa as montadoras.

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