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Dólar digital: EUA discutem como manter papel internacional dominante

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Dólar digital: EUA discutem como manter “papel internacional dominante”
Bruno Ignacio

Dólar digital: EUA discutem como manter “papel internacional dominante”

O banco central dos Estados Unidos (Fed) divulgou na semana passada o seu tão esperado estudo sobre o dólar digital . No documento, o Federal Reserve descreve os prós e contras de uma CBDC (moeda digital do banco central) americana e abre a discussão para todas as partes interessadas, solicitando comentários públicos sobre o projeto. Segundo a entidade, o governo busca manter o “ papel internacional dominante ” do dólar.

O estudo deveria ter sido publicado na metade de 2021, mas foi adiado, sendo divulgado somente na última quinta-feira (20). O artigo de quarenta páginas foi anunciado como “o primeiro passo para uma discussão pública entre o Federal Reserve e as partes interessadas sobre as moedas digitais do banco central”. No entanto, o documento evita qualquer conclusão sobre a viabilidade de uma possível CBDC americana.

Fed não tira conclusões sobre dólar digital

Em vez disso, o Fed buscou fornecer uma visão ampla de todos os possíveis benefícios desse projeto, como acelerar o sistema de pagamentos eletrônicos em um momento em que as transações financeiras em todo o mundo já são altamente digitalizadas. Algumas das questões negativas que o relatório discute são os riscos para a estabilidade financeira e a proteção de dados e privacidade, dificultada por mecanismos que visam a proteção contra fraudes e outros crimes financeiros.

“Uma CBDC poderia mudar fundamentalmente a estrutura do sistema financeiro dos EUA, alterando os papéis e responsabilidades do setor privado e do banco central”, diz o relatório. O presidente do Fed, Jerome Powell, tem sido amplamente evasivo em seus comentários públicos sobre o dólar digital. Várias outras autoridades expressaram ceticismo em relação ao projeto, dizendo que os benefícios não são óbvios.

“A análise inicial do Fed sugere que uma potencial CBDC dos EUA, se for criada, atenderia melhor às necessidades dos Estados Unidos por ser protegida pela privacidade, intermediada, amplamente transferível e verificada pela identidade”.

Federal Reserve em estudo sobre dólar digital

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Um dos benefícios mais notados é a velocidade de um sistema controlado pelo Fed no caso de uma necessidade, como o início da pandemia de Covid-19, de enviar pagamentos de políticas sociais às pessoas mais rapidamente. A prestação de serviços financeiros aos não bancarizados também foi citada como um ponto positivo.

Uma diferença primária entre o projeto do dólar digital e outras formas de transações digitais é que o dinheiro digital atual é um passivo dos bancos comerciais, enquanto a CBDC seria um passivo diretamente Fed. Entre outras coisas, isso significaria que o banco central dos EUA não pagaria juros sobre o dinheiro armazenado , embora, pelas dúvidas de segurança, alguns depositantes possam preferir manter seu dinheiro no banco central.

EUA quer manter soberania monetária

China tem yuan digital operando e é líder no desenvolvimento de uma CBDC (Imagem: Adrian Korte/Flickr)
China tem yuan digital operando e é líder no desenvolvimento de uma CBDC (Imagem: Adrian Korte/Flickr)

O governo americano também destacou que procura continuar apoiando “ o papel internacional dominante do dólar americano ”, como diz no artigo. Essa preocupação é, em parte, movida pelo temor do yuan digital tomar a soberania monetária da moeda digital americana.

Segundo defensores do dólar digital, o atraso do Fed na implementação de uma moeda do banco central o colocará atrás dos concorrentes globais, especificamente da China, que já possui sua própria CBDC operando no país.

O documento também lista 22 itens diferentes para os quais está solicitando feedback público. Haverá um período de comentários de 120 dias. Por fim, o Fed afirmou que não prosseguirá sem um aval claro do Congresso , preferencialmente na forma de “uma lei autorizativa específica”.

Com informações: CNBC , Bloomberg

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Chance da inflação estourar teto da meta é ‘próxima de 100%’, diz BC

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Banco Central vê altas chances de estouro do teto da meta da inflação
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Banco Central vê altas chances de estouro do teto da meta da inflação

O Banco Central (BC) calcula uma probabilidade “próxima” de 100% para o estouro da meta de inflação neste ano, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (30).

A meta deste ano é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o BC não vê chance da inflação neste ano ficar abaixo de 5%, o teto desse intervalo.

Na última previsão da autoridade monetária, a inflação terminaria o ano de 2022 em 8,8%. A prévia da inflação de junho chegou a 12% no acumulado dos últimos doze meses, de acordo com o IBGE.

Em março, na última edição do Relatório Trimestral de Inflação, o cálculo era de uma chance de 88% de estouro da meta.

A legislação prevê que caso a inflação fique fora do intervalo de tolerância, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, precisa escrever uma carta para o ministro da Economia explicando as razões e o que a autoridade monetária fará para evitar um novo estouro.

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Campos Neto já escreveu uma carta dessa, enviada no início deste ano para o ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto justificava o porquê da inflação em 2021 ter ficado em 10,06%, quando o centro da meta era de 3,75%.

Combustíveis em alta

De acordo com o relatório, os principais fatores que elevaram as revisões de inflação são a alta nos preços de petróleo, atividade econômica mais forte do que o esperado, além do crescimento nas expectativas de inflação e da inflação observada pelo IBGE. Também há pressão do setor de serviços e de bens industriais.

O documento destaca a inflação dos preços livres, que deve se reduzir ao longo do tempo por conta das altas de juros e também dos preços administrados.

“Entre os preços administrados, destacam-se, como itens inflacionários para 2022, combustíveis, produtos farmacêuticos, plano de saúde, emplacamento e licença e taxa de água e esgoto; atua em sentido contrário energia elétrica em função do comportamento das bandeiras tarifárias e da incorporação de estimativa dos efeitos do Projeto de Lei nº 1.280/2022”, aponta o relatório, citando o projeto que determinou a devolução de tributos para os consumidores.

Chance maior em 2023

Além disso, o BC também elevou a probabilidade de estouro da meta de inflação em 2023, apesar de ainda estar baixa.

O relatório aponta chance de 29% de que o IPCA fique acima de 4,75% no ano que vem, o teto da meta de 3,25%. No relatório de março, a probabilidade era de 12%.

Já a chance da inflação em 2023 ficar abaixo do piso da meta, de 1,75% ao ano, é de 5%, de acordo com o BC.

A previsão do BC é que a inflação fique em 4% no ano que vem. Em entrevista na semana passada, Roberto Campos Neto e o diretor de Política Econômica do BC, Diego Guillen, afirmaram que a estratégia de política monetária atual é que a inflação fique “ao redor” de 4%, ressaltando que seria um número abaixo desse patamar.

Para 2024, quando a meta será de 3%, o BC calcula probabilidade de 19% de ficar abaixo do piso e 10% de estourar o teto.

Fonte: IG ECONOMIA

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