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Covid-19: Barra Torres volta a criticar posicionamento de Bolsonaro

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Covid-19: Barra Torres volta a criticar posicionamento de Bolsonaro
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Covid-19: Barra Torres volta a criticar posicionamento de Bolsonaro

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Barra Torres, deu uma alfinetada indireta nesta quinta-feira (20) no  presidente Jair Bolsonaro (PL) ao criticar as pessoas disseminadoras de notícias falsas sobre a Covid-19. Bolsonaro, por várias vezes, levantou suspeita sobre a atuação da agência nos processos relacionados à vacinação de crianças contra a doença.

“Impressionante ver que em meio a um cenário que aponta claramente para os efeitos do avanço da variante Ômicron ainda há pessoas que dizem que a pandemia está acabando, que a chegada da variante sinaliza tempos melhores”, disse o presidente da Anvisa, sem citar o nome do presidente.

Bolsonaro deu declarações negacionistas inúmeras vezes sobre a Covid-19. Recentemente, ele minimizou a variante Ômicron e sinalizou que a pandemia poderia estar no fim.

“Dizem até que seria um vírus vacinal. Algumas pessoas estudiosas e sérias e não vinculadas a farmacêuticas dizem que a Ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, disse Bolsonaro.

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Barra Torres destacou que é um crime difundir mentiras. Ele participa de reunião com a diretoria da agência e representantes do Instituto Butantan para avaliar dados de eficácia e segurança da Coronavac para crianças de 3 a 11 anos. A agência decide hoje sobre a liberação da vacina para essa faixa etária.

“Quero saber o que as pessoas disseminadoras de fake news vão fazer com o número do aumento de mais de 70% de internações de crianças em UTIs no dia de hoje. Será que os disseminadores de fake news vão noticiar isso também? Penso que não, porque não interessa ao disseminador de fake news”, afirmou.


No início do mês, Barra Torres emitiu uma dura carta pedindo a retratação de Bolsonaro, que questionou o suposto interesse da agência relacionado à imunização infantil. O presidente negou ter acusado a agência de corrupção e disse que a carta foi “agressiva”, mas novamente voltou a levantar suspeita sobre os trabalhos da Anvisa.

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PF prende ‘coiote’ que intermediou imigração de brasileira morta

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Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México
Reprodução – 30.06.2022

Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México

A Polícia Federal prendeu um homem de 38 anos suspeito de ter intermediado a imigração ilegal da brasileira Lenilda Oliveira dos Santos, encontrada morta em uma área desértica na fronteira entre os Estados Unidos e o México, em 15 de setembro do ano passado. O GLOBO apurou que o investigado é Anderson Jerônimo de Souza, conhecido como “Piscuila”. Em depoimento, nesta terça-feira, ele admitiu participação no tráfico de pessoas.

Detido na cidade rondoniense de Ouro Preto do Oeste, Piscuila atuava na organização da viagem das vítimas, no Brasil, e fazia contato com os coiotes mexicanos. O investigado está em prisão preventiva e é suspeito de promoção da imigração ilegal e de homicídio com dolo eventual, pela morte de Lenilda.

A enfermeira brasileira tinha 49 anos quando foi abandonada por coiotes e outros imigrantes que tentavam entrar nos EUA atravessando o deserto à pé. Enquanto esteve sozinha, Lenilda enviou áudios para a família.

Nas mensagens, ela tentava mostrar otimismo e acreditava que seus colegas voltariam para buscá-la, conforme prometeram. Mas sua voz demonstrava que estava debilitada. “Eu estou escondida. Manda ela trazer uma água para mim, porque não estou aguentando de sede”, diz em uma das mensagens.

“O suspeito [Anderson] sabia que as pessoas tinham que andar cerca de 65 km no deserto, ele sabia que isso não é fácil, sabia que colocava as pessoas em risco de vida. Então acredito que cabe o homicídio com dolo eventual, mas quem vai denunciar é o MP [Ministério Público]”, explicou o delegado Lucas Ferreira Dutra.

Contatos no México

Uma tentativa frustrada de imigração ilegal para os EUA colocou Piscuila na rota do tráfico de pessoas. O investigado afirmou ter tentado entrar no território americano em 2016, mas foi pego pelas autoridades locais e mandado de volta ao Brasil. Desde então ele manteve contato com os coiotes mexicanos.

No ano passado, quatro brasileiros também foram barrados quando tentavam atravessar a fronteira entre os dois países. Piscuila então usou seu contato com os coiotes para desembaraçar a situação. O sucesso desta operação fez com ele ganhasse notoriedade em Rondônia.

Em depoimento, Piscuila afirmou ter começado a intermediar imigração ilegal em 2021. Ele assumiu ter enviado “15 ou 16” pessoas para os Estados Unidos, recebendo cerca de US$ 1 mil por cada vítima. Ao todo, cada imigrante pagava por volta de US$ 22 mil, mas a maior parte do dinheiro era entregue aos coiotes no México.

Piscuila disse que operava sozinho no Brasil, mas tinha outros dois envolvidos no esquema, ambos no México: um é brasileiro e o outro mexicano. No entanto, ele conhecia esses interlocutores apenas pelo primeiro nome, o que dificulta o avanço das investigações.

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Fonte: IG Nacional

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