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Calendário festivo marcará 25 anos da Rádio e da Agência Senado

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Uma ampla programação está sendo elaborada pela Secretaria de Comunicação do Senado (Secom) para celebrar os 25 anos de inauguração da Agência Senado e da Rádio Senado. Nascidos em 29 de janeiro de 1997, os dois veículos de Comunicação promovem, a partir do dia 8 de fevereiro, uma série de atividades que incluem exposição fotográfica, visita institucional e jornada de comunicação, além de uma sessão solene, proposta pelo senador Carlos Viana (PSD-MG). A participação do público respeitará as medidas sanitárias do Senado para controle da epidemia de covid-19. 

Em declaração à Agência Senado, Carlos Viana considerou a sessão especial um ato de justiça com profissionais da comunicação que, segundo afirmou, prestam um serviço de relevância para todos os brasileiros. 

—  Vamos comemorar, com muita justiça, os 25 anos de dois veículos que trabalham de forma isenta e com profundidade para informar o povo brasileiro. Rádio Senado e Agência Senado fazem uma cobertura on-line, em tempo real, de todos os eventos do Senado brasileiro, da Câmara Alta, e é impressionante ver, quando viajo por todo o interior de Minas Gerais, a quantidade de pessoas que se informam pela Rádio Senado, pela Agência do Senado, e as usam como referência nos debates e, principalmente, na troca de informações em família.

Homenagem à democracia

Para a diretora da Secom, Érica Ceolin, comemorar o aniversário da Agência e da Rádio Senado é também homenagear o Parlamento brasileiro e a democracia representativa. Ela destacou a colaboração de outras áreas administrativas da instituição, além dos senadores e dos gabinetes, na programação.

— Contribuir para dar transparência à política e ter acompanhado o período que marcou a redemocratização no país é algo que move e sempre moveu não só a nós, que trabalhamos com a comunicação, mas a todo o serviço público. A programação, que envolve a ação de vários setores da Casa, será uma oportunidade de relembrar a história e o sentimento republicano protagonizado pelos parlamentares e noticiado pelos veículos de comunicação do Senado Federal nesses 25 anos — afirmou.

Programação

A sessão solene está marcada para as 9h do dia 8 de fevereiro, no Plenário do Senado. Estão previstas as presenças de ex-diretores e ex-servidores da Rádio e da Agência Senado, que serão homenageados. A cerimônia ocorrerá em caráter remoto, com transmissão pelo canal da TV Senado no YouTube.

No mesmo dia, acontece a inauguração de uma exposição fotográfica com 25 cenas mais emblemáticas de cada ano, registradas pelos repórteres fotográficos da Agência Senado. A exposição será virtual a partir do dia 8 de fevereiro, e uma versão física, aberta ao público, funcionará no prédio do Senado entre 27 de junho e 14 de julho. Cada painel será acompanhado por um QR code que direcionará para a respectiva reportagem da Rádio Senado. O conteúdo histórico da emissora também será apresentado em telas dispostas ao longo da galeria.

A coordenadora da mostra, Pillar Pedreira, explica que a exposição presencial estava prevista para o mesmo dia 8 de fevereiro, mas a inauguração foi adiada em respeito às medidas sanitárias estabelecidas pelo Senado contra a nova onda de covid-19.

— Foi uma decisão da direção para evitarmos qualquer problema de saúde, mas vamos começar as comemorações agora, passando do físico para o virtual, aproveitando o material que já estava pronto.

O objetivo da exposição, segundo Pillar, é demonstrar a integração que ocorre entre os veículos.

— O cidadão vê a fotolegenda e, por meio do celular, acessa o áudio da matéria da época. É uma forma interessante de mostrar como nossos trabalhos convergem dentro do jornalismo, além dessa modernidade de se poder acessar a notícia por diferentes maneiras e formatos.

A exposição física, em junho, será instalada no espaço que leva o nome de Senado Galeria, localizado no Anexo I da Casa, até o dia 14 de julho.

Novidades

A mostra fotográfica da Agência Senado também terá versão impressa, em um catálogo, além do caráter virtual, por meio do Portal de Notícias, como ressalta a diretora do veículo, Paola Lima. Entre as demais novidades informadas pela jornalista, estão um novo “espelho” para a página eletrônica, mais moderno e com novas funcionalidades, e matérias especiais que serão publicadas ao longo de 2022, relembrando as principais coberturas.

— Como acompanha toda a atividade legislativa, a Agência presenciou os grandes fatos políticos dos últimos 25 anos. E essa é nossa missão: informar à população, da forma mais clara possível, sobre toda atividade e funcionamento do Senado, colaborando com isso para o exercício da cidadania — disse Paola.

Hotsite

Inserções especiais alusivas aos 25 anos foram incluídas na grade da programação da Rádio Senado. No começo de 2022, a emissora inaugurou um hotsite com fotos, áudios históricos, linha do tempo com a evolução do canal e depoimentos de ouvintes, artistas e radialistas parceiros sobre o aniversário. Além de um mapa com todas as 17 capitais onde há frequência própria, a página traz também indicações sobre as rádios conveniadas. 

O diretor, Celso Cavalcanti de Melo Junior, observa que o hotsite tem, entre outras funcionalidades, uma área destinada a homenagear funcionários do veículo já falecidos e uma sessão dedicada à presença digital do canal. Segundo ele, a publicação junto às mídias sociais dos conteúdos jornalísticos e culturais tem sido uma das prioridades. 

— A Rádio Senado chega a esses 25 anos de existência cumprindo papel relevante de aproximar a população do Senado e do Congresso Nacional. Informação em tempo real, traduzida de forma objetiva e imparcial, ajudando no fortalecimento da democracia e para que o Brasil seja cada vez mais participativo.

Grade especial

Na semana de 29 de janeiro, data do aniversário, a Rádio Senado dará destaque para músicas de vários estilos lançadas em 1997 e que também fazem 25 anos em 2022. Outras peças especiais foram inseridas na grade e já estão sendo veiculadas. Entre elas: 

  • Programas alusivos aos 25 anos;
  • Quadros sobre premiações que a emissora recebeu ao longo do período;
  • Edições especiais do “Curta Musical” — com 5 minutos de duração — mostrando a evolução da música, em seus diferentes ritmos, ao longo dos anos;
  • Inserções de quadros culturais e jornalísticos ao longo da programação, narrando fatos importantes da história.

Marca visual

A programação de aniversário da Agência Senado e da Rádio Senado terá identidade visual própria, com uma frase conceito que será apresentada na inauguração das atividades. Uma fotogaleria, com imagens dos bastidores das coberturas jornalísticas, será disponibilizada pelo Núcleo de Intranet, como destaca a diretora da Secretaria de Relações Públicas e Comunicação Organizacional do Senado, Juliana Borges. 

—  Teremos ainda, em meados de março, a primeira edição da Jornada da Secom, um evento que reunirá intelectuais para debater temas específicos. Vamos inaugurar essa programação em 2022, homenageando a Agência e a Rádio Senado, com a abordagem de temas reportados pelos dois veículos desde a sua criação. A intenção é tornar essa uma agenda anual — ressaltou. 

Visitação

Uma visita guiada às redações da Rádio Senado e da Agência Senado, além da TV Senado, está sendo moldada pela Coordenação de Visitação Institucional e de Relacionamento com a Comunidade, do Senado, para acontecer assim que diminuírem as restrições impostas pela pandemia de coronavírus. O responsável pela área, Tadeu Sposito, explicou que o tradicional tour virtual continua em andamento e trará abordagens referentes aos 25 anos dos veículos da Secom. Para o tour virtual, os interessados devem entrar no site www.congressonacional.leg.br/visite, onde recebem um link para acesso e orientações. 

Instituições de ensino ou grupos que demandem atenção especial devem encaminhar mensagem para o e-mail [email protected]. Nesses casos, uma equipe é designada para atendimento personalizado. Assim que o cenário pandêmico permitir, estudantes de comunicação e jornalismo poderão solicitar participação no tour da Secom pelo mesmo endereço eletrônico. 

— Com tudo o que está acontecendo, com a chegada da variante ômicron, a gente ainda não tem certeza sobre quando acontecerá a volta dos encontros presenciais. Esperamos um retorno breve, para que possamos apresentar as instalações da Rádio, da Agência e da TV para esse público. De todo modo, a visitação virtual continua em pleno funcionamento. Além de mostrar os ambientes da Casa, é tradicional abordamos assuntos atuais do país, como fizemos durante a CPI da Pandemia, que resultou num grande protagonismo do Senado na agenda nacional — destacou Tadeu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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“Será o paraíso se cumprir as metas”, diz Paes sobre leilão da Cedae

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O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta tarde (25) que o sucesso da concessão dos serviços de distribuição de água e de saneamento dependerá da capacidade de atuação das agências reguladoras. Segundo ele, o leilão foi bem conduzido, mas a fase de implementação precisa ser bem fiscalizada.

“Será o paraíso se cumprir as metas. Vamos ter as praias limpas, vamos ter as favelas com saneamento, vamos resgatar as lagoas e a Baía de Guanabara. É o que se deseja em uma cidade onde a questão ambiental representa um ativo econômico como é o caso do Rio de Janeiro”, disse. 

Por meio da concessão, os serviços de distribuição de água e saneamento na maioria dos municípios até então atendidos pela estatal Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi repassada à iniciativa privada. O modelo de concessão foi elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os leilões ocorreram no ano passado. O grupo Águas do Brasil venceu a disputa pelos blocos 1, 3 e 4, que juntos abrangem 32 municípios e bairros do centro, da zona sul, da zona oeste e da zona norte da capital. O consórcio Iguá arrematou o bloco 2, que engloba outra parte da capital – Barra da Tijuca e Jacarepaguá – e mais dois municípios. 

As empresas vencedoras obtêm a concessão por 35 anos e precisam se comprometer com a meta da universalização dos serviços até 2033. A Cedae seguirá operando a Estação de Tratamento do Guandu e venderá água tratada para as novas concessionárias, que ficarão responsáveis pela distribuição, pela captação e pelo tratamento do esgoto.

Paes considerou que é preciso melhorar a eficiência na fiscalização desses serviços. A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que atua na regulação do setor, não foi mencionada diretamente.

“O grande desafio agora é ver como se controla isso. É ver se as agências reguladoras vão exigir o cumprimento das metas ali definidas. Se isso ocorrer, vai se comprovar um super caso de sucesso de uma concessão bem feita que deu uma bela outorga pro estado, que deu uma bela outorga pra cidade do Rio de Janeiro e que conseguiu de maneira inteligente abarcar municípios que não teriam sustentabilidade econômica se fossem fazer a concessão sozinhos”, avaliou.

O prefeito também elogiou o novo marco do saneamento, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020. Através dele, foram fixadas regras que devem nortear a concessão desses serviços. “Não sou contra empresas estatais. Mas o caso da Cedae é um caso típico de empresa que cobrava valores altos e que dava pouco retorno à cidade. O marco legal do saneamento é um avanço. Ele definiu prazos e permitiu que os gestores tomassem as decisões, no meu ponto de vista corretamente”.

Milícias

As declarações de Paes se deram durante participação no evento Brazil Forum UK, que ocorreu na Universidade de Oxford. Participaram estudantes e pesquisadores brasileiros que atuam em instituições de todo o Reino Unido. Os debates foram transmitidos pelas redes sociais. Além de Paes, outros políticos e também juristas estão entre os convidados. Mais cedo, mesas de debate contaram com a presença, por exemplo, do ex-governador de São Paulo, João Doria, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

O prefeito da capital fluminense foi convidado para debater o papel das cidades como indutoras de desenvolvimento e inovação. Ele dividiu a mesa com a antropóloga Andreza Aruska, diretora do Centro Latino-Americano da Universidade de Oxford. Foram discutidos assuntos variados como meio-ambiente, segurança pública, saúde e habitação.

Ao ser questionado sobre o avanço das milícias, Paes manifestou discordância com análises que tendem a relacionar o problema com a ausência de políticas públicas nos territórios dominados.

Segundo ele, criminosos atuam em comunidades atendidas pelo metrô, pelo trem, por postos de saúde, por escola, por mercado popular e por centros esportivos. O prefeito deu o exemplo Conjunto Esperança, localizado no Complexo da Maré. “É um conjunto habitacional perto do centro da cidade, na beira da Avenida Brasil, em frente à Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], com escola, posto de saúde, duas praças públicas e você entra lá e tem um sujeito de lança-chamas pra te receber”.

Paes disse ser preciso pensar políticas públicas com dados e evidências. “Na Vila Kennedy [comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro], todas as ruas são asfaltadas, todas têm esgoto, todas têm iluminação, a coleta de lixo são sete dias por semana. Temos 18 escolas municipais, não sei quantas praças, quatro clínicas da família, uma vila olímpica e para completar dois batalhões da Polícia Militar. Que conversa é essa de ausência do Estado? Não é o Leblon, mas o Estado está presente. O que justifica um lugar desse estar dominado? Ali acho que é tráfico, não sei se já juntou com milícia”, disse. “Queria eu ter a reposta. Não tenho”, acrescentou.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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