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Auxílio Brasil será pago a 20,3 milhões de famílias a partir do dia 9

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Auxílio Brasil será pago 20,3 milhões de famílias a partir do dia 9
Agência Brasil/Antônio Cruz

Auxílio Brasil será pago 20,3 milhões de famílias a partir do dia 9

O governo oficializou que o Auxílio Brasil no valor mínimo de R$ 600 será pago a mais 2,2 milhões de famílias neste mês, conforme antecipado pelo GLOBO. O número de novos beneficiários foi divulgado em nota da Caixa Econômica Federal nesta terça-feira (2). O pagamento começa em 09 de agosto e termina no dia 22, de acordo com o final do NIS.

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A inclusão dessas famílias no programa foi possível graças à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Eleitoral que amplia os benefícios socias às vésperas das eleições. O valor do benefício por família também subiu de R$ 400 para R$ 600.

Contudo, a PEC previa a inclusão no programa de cerca de 1,6 milhão de famílias que já estavam à espera do auxílio até meados de julho. Mas, diante de críticas à existência dessa fila, o governo decidiu atender a todos os novos cadastrados considerados elegíveis ao benefício. A expectativa do Ministério da Cidadania é conseguir recursos mensais para evitar fila até o fim deste ano.

O cronograma de pagamento tradicional, nos últimos 10 dias úteis de cada mês, será antecipado para 09 de agosto. A expectativa é a que mudança seja definitiva, segundo técnicos do Cidadania.

O novo calendário de pagamento deve começar sempre na primeira quinzena de cada mês, dependendo da capacidade de pagamento da Caixa Econômica Federal.

Neste mês, o Auxílio Brasil chegará a mais de 20,3 milhões. de famílias. Em julho, o programa atendeu 18,1 milhões, com um benefício de pelo menos R$ 400. A PEC amplia o piso do benefício de R$ 400 para R$ 600 até dezembro de 2022.

Uma parte dos novos benefícios já está recebendo em suas residências o novo cartão do Auxílio Brasil, que vem com chip e permite fazer operações, como consulta a saldo, saques, transferências e pagamentos. Quem não receber o cartão poderá procurar as agências da Caixa para sacar o dinheiro, de acordo com o NIS.

Segundo a Caixa, foram produzidos 4,7 milhões de novos cartões. O plano é trocar todos os cartões do Bolsa Família, que foi substituído pelo Auxílio Brasil no atual governo.

O Cidadania informa que está em contato com essas famílias que estão consideradas elegíveis ao benefício. Elas também poderão consultar os dados nos aplicativos do Cadastro Único e do Auxílio Brasil.

As famílias beneficiárias do programa também passarão a receber a partir do dia 09 de agosto um adicional no auxílio gás, que vai dobrar de valor, chegando 100% do preço médio do botijão. O pagamento é feito a cada dois meses. Em agosto, será de R$ 110.

O aumento também foi previsto na PEC Eleitoral. Atualmente, 5,6 milhões de famílias recebem o auxílio gás.

Fonte: IG ECONOMIA

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Ministro diz que desemprego cairá para 8% antes do fim do ano

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Atualmente em 9,3%, a taxa de desemprego pode cair para 8% antes do fim do ano com a recuperação econômica, disse hoje (9) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele participou, nesta noite, da abertura do congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em Brasília

“Antes de o ano acabar nós estamos descendo [a taxa de desemprego] para 8%. Vamos terminar o ano com o menor desemprego que já vimos nesses últimos 10, 15 anos”, declarou o ministro.

Na avaliação de Guedes, o Brasil está entrando num longo ciclo de investimentos. Segundo ele, a economia brasileira está em situação melhor que a de países desenvolvidos, que estão entrando em recessão, e que a de outros países latino-americanos, que estão “desmanchando”, nas palavras do ministro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a taxa de desemprego atingiu, no trimestre encerrado em junho, o menor nível para o período em sete anos. Guedes atribuiu parte da recuperação do mercado de trabalho à melhoria do ambiente de negócios, com a redução da burocracia. “O Brasil está em um longo ciclo de crescimento. Criamos um ambiente de negócios que já tem contratos de R$ 890 bilhões. É 10 vezes o que um ministro investe”, ressaltou.

Renegociação de dívidas

Sem dar detalhes, Guedes disse que a equipe econômica pretende ampliar os programas de transação tributária (renegociação de dívidas com o governo). Segundo ele, o comércio, os serviços e o setor de eventos devem ter as mesmas possibilidades para regularizar os débitos que outros segmentos afetados pela pandemia de covid-19 tiveram nos últimos anos. Guedes disse que o modelo de transação tributária já foi desenhado pelo Ministério da Economia.

O ministro repetiu declarações recentes de que, diferentemente de outros países, o Brasil atravessou a pandemia sem que a dívida pública explodisse. “O Brasil está de pé. Atravessou duas grandes guerras”, declarou.

Em 2019, a dívida bruta do governo geral estava em 74,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Com os gastos extras relacionados à pandemia, chegou a 88,8% em 2020. Com a recuperação da economia e o aumento da arrecadação, tem caído e está atualmente em 78,2% do PIB.

Abertura comercial

Destacando que o Brasil está com o plano de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovado, Guedes afirmou que empresas europeias passaram a manifestar interesse em investir no Brasil após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Hoje, existe essa percepção e, com a guerra da Ucrânia, a ficha caiu para eles”, comentou.

Guedes disse ter conversado com um ministro francês (sem citar o nome) para pedir que a Europa abra o mercado aos produtos brasileiros. “Nosso comércio com vocês [a Europa] era de US$ 2 bilhões no início do século. Com a China foram US$ 2 bilhões também. Hoje, nós comercializamos com vocês US$ 7 bilhões. E comercializamos com a China US$ 120 bilhões”, relatou Guedes, em suas palavras, ao representante do governo francês.

“Vocês estão ficando irrelevantes para nós. É melhor vocês nos tratarem bem porque se não vamos ligar o ‘foda-se’ para vocês e vamos para o outro lado porque estão ficando irrelevantes”, acrescentou.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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