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Após DF, Coca-Cola dará explicações sobre Del Valle Fresh ao Procon-RJ

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Del Valle Fresh
Divulgação/Del Valle

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O Procon Carioca notificou a Coca-Cola a prestar esclarecimentos sobre a linha Del Valle Fresh. O órgão municipal de defesa do consumidor diz ter tido notícia por reportagens de possíveis descumprimentos da legislação no que diz respeito a informação na publicidade do produto. A empresa terá cinco dias para responder.

Esta semana, o Procon-DF determinou a suspensão da distribuição e venda dos produtos da linha Del Valle Fresh até que seja feita alteração no rótulo da bebida. O órgão também determinou que seja feita contrapropaganda para esclarecer qualquer equívoco que a rotulagem ou publicidade do produto possa ter causado ao consumidor, já que há em destaque fruto na embalagem, apesar da composição ter apenas 1% de suco.

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O Procon Carioca, por sua vez, pediu a Coca-Cola informação sobre a linha completa de produtos Del Valle, com cópia da embalagens e rótulos de cada item tabela nutricional, atestando a composição de cada um dos ingredientes e cópia dos materiais publicitários utilizados para divulgação das bebidas. Segundo o diretor executivo do Procon Carioca, Igor Costa, a ideia é verificar se a publicidade do produto pode levar o consumidor a pensar que se trata de suco, o que a bebida não é, já que possui concentração suficiente da fruta.

Empresa diz que há transparência

Procurada a Coca-Cola voltou a dizer que “a ilustração no rótulo da linha Fresh da marca Del Valle reflete a matéria-prima presente na bebida”. E acrescentou que “em razão do seu compromisso de transparência com o consumidor, disponibiliza no respectivo rótulo todas as informações referentes à sua composição, incluindo a quantidade de suco presente no produto, em estrita observação à legislação brasileira vigente e normas regulamentadoras dos órgãos competentes da categoria”.

A fabricante afirma que “os produtos da linha Fresh da marca Del Valle não são e nunca foram classificados como suco ou néctar” e garante que seguirá todas as determinações dos órgãos competentes.

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Presidente do BC diz que o pior da inflação já passou

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O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse hoje (27) que “o pior momento da inflação já passou”, e que, graças ao histórico de convívio que o Brasil teve com altos índices inflacionários, a autoridade monetária brasileira conseguiu “sair na frente”, adotando ferramentas capazes de frear o processo inflacionário.

As afirmações foram feitas durante o painel Erosão da Ordem Pública Internacional e o Futuro, no Décimo Fórum Jurídico de Lisboa, na capital portuguesa. Durante o discurso, Neto lembrou que o Brasil “é um dos poucos países que no meio desse processo está tendo revisões para cima” do Produto Interno Bruto (PIB).

“Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de crescimento do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, disse Campos Neto.

A experiência que o Brasil tem com o combate à inflação tem ajudado na definição estratégica para amenizar este problema. “Como nós no Brasil entendemos que era problema mais de demanda, na minha opinião, até um pouco antes dos demais países, o BC do Brasil saiu na frente porque temos memória de inflação muito maior, e mecanismos de indexação muito mais vivos”, disse.

Campos Neto ressalta que todos os países estão subindo juros e que, enquanto alguns países estão no meio do caminho, o Brasil já está muito perto de ter feito o trabalho todo. “Vamos ver ainda alguns países subindo bastante os juros”, acrescentou.

Ainda segundo Campos Neto, o Brasil ainda apresenta um “componente de aceleração de inflação”. Ele, no entanto, disse acreditar que o pior momento da inflação já passou. “Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que ainda precisamos entender os efeitos delas no processo inflacionário, o que ainda não está claro, mas o Brasil fez o processo antecipado e acreditamos que nossa ferramenta é capaz e vai frear o processo inflacionário”.

Preços e investimentos

Na avaliação do presidente do BC brasileiro, os índices inflacionários que estão sendo registrados em diversos países têm como origem uma “desconexão entre preços e investimentos” que vai além do petróleo, abrangendo também os alimentos.

“Os governos estão enfrentando o dilema de garantir segurança energética e alimentar para a população”, disse. Nesse sentido, “muitos países, em função da guerra, estão adotando medidas protecionistas que estão contaminando o resto da cadeia de inflação”. “E o anseio de gerar segurança alimentar e energética dos governos está sendo feito de maneira descoordenada e gerando queda de investimento”, acrescentou.

Segundo Campos Neto, a falta de coordenação está gerando queda em investimentos tanto em energia quanto em alimentos. “Precisamos entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, mas o setor privado e que o governo tem de endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas não pode se desviar das práticas de mercado, porque, no final das contas, são os mercados que produzem alimentos e energia”, completou.

Edição: Aline Leal

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